Boi gordo: SP registra alguns negócios ao valor de R$ 355/@, à vista, diz Agrifatto

“Mercado físico iniciou fevereiro em ritmo acelerado e parece sinalizar novo ciclo de valorização”, destacam os analistas

Boi gordo: SP registra alguns negócios ao valor de R$ 355/@, à vista, diz Agrifatto
Ilustrativa

Nesta quinta-feira (19/2), a Agrifatto detectou alguns negócios envolvendo boiadas gordas a R$ 355/@, com pagamento à vista. 

No entanto, acrescenta a consultoria, devido ao baixo volume de negociações, esse valor não ganhou força suficiente para se firmar como referência de mercado paulista. 

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 19/2 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria;

Pelos dados apurados pelaScot Consultoria, o “boi-China” abatido em São Paulo subiu R$ 3/@ neste primeiro dia pós-Carnaval, para R$ 350/@, no prazo, enquanto o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 345/@.

Segundo avaliação da Agrifatto, a disponibilidade restrita de animais terminados e a menor participação de fêmeas nas escalas desde janeiro/26, somados ao encurtamento das programações de abate – que cobrem apenas cinco dias (média nacional) – têm sustentado a alta dos preços. 

“O mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro em ritmo acelerado e parece sinalizar um novo ciclo de valorização”, destacam os analistas.

Na maioria das regiões pecuárias, ressalta a consultoria, os frigoríficos enfrentam dificuldades para alongar as escalas, enquanto o consumo doméstico e as vendas externas de carne bovina seguem firmes. 

“Esse desequilíbrio entre oferta ajustada e demanda consistente resultou em elevação contínua das cotações, levando a referência em São Paulo a R$ 350/@, reacendendo discussões sobre o comportamento do ciclo pecuário em 2026”, diz a Agrifatto.

As chuvas também estão ajudando os produtores brasileiros, acrescenta a consultoria. 

“Com pasto bom, o pecuarista consegue segurar o gado por mais tempo, vender aos poucos e negociar com mais firmeza com os frigoríficos, fortalecendo sua posição na hora de fechar negócio”, diz a Agrifatto.