Preço do boi gordo sobe com oferta restrita e escalas de abate curtas
Indústria enfrenta dificuldade para preencher abates enquanto exportações sustentam o mercado no início de fevereiro
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nos preços ao longo da semana de Carnaval, em um cenário ainda marcado pela restrição de oferta.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a indústria frigorífica segue enfrentando dificuldades para preencher as escalas de abate, o que sustenta o movimento de valorização da arroba.
“As pastagens apresentam boas condições em muitos estados brasileiros, fazendo com que o pecuarista consiga cadenciar o ritmo das negociações. Outro ponto a ser mencionado é que a demanda segue aquecida, com bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina neste primeiro bimestre”, disse.
Em São Paulo, a arroba do boi gordo atingiu a faixa de R$ 350 na semana.
No Mato Grosso, foram registrados negócios a R$ 326, enquanto em Minas Gerais os preços chegaram a R$ 336.
Atacado perde fôlego com consumo mais lento
No mercado atacadista, os preços da carne bovina também permaneceram firmes ao longo dos últimos dias. No entanto, a expectativa para a próxima semana é de menor sustentação, diante de uma reposição mais lenta em um período de consumo enfraquecido.
“Vale ressaltar que a carne bovina ainda perde competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial no comparativo com a carne de frango”, assinalou Iglesias.

Exportações avançam no início de fevereiro
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram US$ 765,369 milhões em fevereiro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 76,537 milhões.
O volume embarcado alcançou 136,800 mil toneladas, com média diária de 13,680 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.594,80.
Na comparação com fevereiro de 2025, houve avanço de 63,1% no valor médio diário exportado, aumento de 43,7% no volume médio diário e alta de 13,5% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.








Comentários (0)
Comentários do Facebook