Tempo seco favorece colheita do feijão no Rio Grande do Sul
Colheita do feijão supera 80 porcento em regiões do estado
A semeadura do feijão da primeira safra avançou nos Campos de Cima da Serra, única região do Rio Grande do Sul com áreas ainda relevantes a serem implantadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (05). Nas demais regiões produtoras, o clima com predomínio de tempo seco favoreceu o andamento da colheita no período recente.
De acordo com o levantamento, as chuvas ocorreram de forma localizada e com distribuição irregular, o que resultou em lavouras com condições distintas, inclusive em localidades próximas. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo, que representam cerca de 20% do total, ainda não há impactos generalizados, embora já sejam observados cultivos com sinais de deficiência hídrica. A Emater/RS-Ascar projeta área de 26.096 hectares para o feijão da primeira safra, com produtividade média estimada em 1.779 quilos por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, o tempo seco retardou o desenvolvimento das plantas, sem indicação de comprometimento do potencial produtivo até o momento, uma vez que as lavouras se encontram, em sua maioria, em fase de desenvolvimento vegetativo. Em Erechim, a colheita ultrapassou 80% das áreas. Em Ijuí, a cultura está em final de ciclo, com mais de 75% da área colhida. Na região de Soledade, a colheita alcança 95%, favorecida por períodos de tempo seco, e o produto colhido apresenta padrão de qualidade, restando áreas pontuais em maturação e em enchimento de grãos.
Para a segunda safra, a Emater/RS-Ascar informa que a semeadura avança no Estado, alcançando cerca de 20% da área prevista, viabilizada pela ocorrência de precipitações abaixo do volume em parte das regiões produtoras. As lavouras implantadas encontram-se em desenvolvimento vegetativo. A projeção da entidade indica área de 11.690 hectares para o feijão da segunda safra, com produtividade média estimada em 1.401 quilos por hectare.








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