ABCZ propõe atualização de legislação para entidades sem fins lucrativos junto ao Mapa

Proposta apresentada prevê inclusão das organizações da sociedade civil na classificação de penalidades da defesa agropecuária

ABCZ propõe atualização de legislação para entidades sem fins lucrativos junto ao Mapa
Ilustrativa

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) participou, nesta terça-feira (12), de reuniões no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e no Instituto Pensar Agro (IPA), ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para apresentar uma proposta de alteração da Lei nº 14.515/2022, que trata das penalidades aplicadas no âmbito da defesa agropecuária.

A iniciativa surgiu após a identificação, por parte da ABCZ, de que a legislação não contempla de forma específica as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e demais entidades sem fins lucrativos responsáveis pela execução de serviços delegados pelo Mapa, como os serviços de registro genealógico.

A articulação da agenda foi conduzida pelo diretor administrativo e financeiro da ABCZ, Rodrigo Simões, a pedido do presidente da entidade, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges.

Representando a ABCZ nas reuniões, o diretor de Relações Governamentais, Jorge Antonio Pires de Miranda, foi recebido pelo diretor do Departamento de Sanidade Animal do Mapa, Marcelo de Andrade Mota, e pela equipe técnica, incluindo o auditor do Mapa e pecuarista associado à ABCZ, João Cruz Reis Filho.

Durante a reunião, foi apresentada uma minuta de Projeto de Lei propondo a inclusão da categoria das OSCs no anexo da legislação, criando uma faixa específica de penalidades compatível com a realidade estrutural e financeira dessas entidades.





Atualmente, as associações sem fins lucrativos acabam enquadradas na categoria “demais estabelecimentos”, sujeitando-se às maiores faixas de multas previstas na legislação.

O documento apresentado pela ABCZ destaca ainda que a medida poderá beneficiar não apenas as associações responsáveis pelos serviços de registro genealógico animal, mas também outras organizações que mantêm interface com a defesa agropecuária, como associações de produtores e sindicatos rurais.

“Quando demandas como essa chegam à ABCZ, existe o compromisso de levá-las e defendê-las nos espaços institucionais que ocupamos, tanto no Ministério da Agricultura quanto no Instituto Pensar Agro. Nosso objetivo é contribuir para o aperfeiçoamento da legislação e buscar soluções para questões que impactam o setor na prática”, destacou Jorge Antonio Pires de Miranda.