Safra recorde e quebra regional agitam preços da soja
O contrato de soja para março encerrou com queda de 0,38 porcento
O mercado da soja apresentou comportamento misto nas negociações desta segunda-feira, influenciado por fatores geopolíticos e pela dinâmica da oferta e da logística em importantes regiões produtoras. De acordo com análise da TF Agroeconômica, as cotações em Chicago começaram o dia em alta, mas perderam força ao longo da sessão diante de mudanças no cenário externo.
O contrato de soja para março encerrou com queda de 0,38%, a 1180,50 cents por bushel, enquanto maio recuou 0,37%, a 1196,25. No complexo da soja, o farelo para maio caiu 1,17%, a 313,5 dólares por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo vencimento recuou 0,72%, a 66,10 cents por libra-peso. O mercado abriu pressionado por tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, mas a reação posterior ocorreu após declarações do ex-presidente Donald Trump indicando que uma eventual solução para o conflito poderia ocorrer em quatro a cinco semanas.
No Brasil, o cenário regional segue heterogêneo. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança apenas 1% da área após estiagem severa que retirou 2,71 milhões de toneladas da produção. Produtores mantêm vendas travadas à espera de preços mais altos para compensar perdas de volume. No porto de Rio Grande, a saca foi cotada a R$ 132,50, enquanto nas principais praças do interior o valor chegou a R$ 120,00.

Em Santa Catarina, a safra avança rumo a um recorde histórico, com a demanda da agroindústria de suínos e aves sustentando o mercado interno. No porto de São Francisco, a saca foi cotada a R$ 130,10.
No Paraná, a colheita atinge 42% da área, com problemas de armazenagem e apagões afetando a operação de secadores e elevando riscos à qualidade dos grãos. Em Paranaguá, os preços recebem suporte da valorização do óleo de soja em Chicago.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registra colheita acima de 43%, mas enfrenta fretes elevados e mais de 60 casos de ferrugem asiática. Já em Mato Grosso, com 89,15% da área colhida, a produção recorde convive com gargalos logísticos, fretes elevados e déficit de armazenagem que pressiona a rentabilidade do produtor.








Comentários (0)
Comentários do Facebook