Milho é o grão de ouro: nos próximos 3 anos, mercado é favorável à expansão da produção

Publicado no dia 22/07/2021 às 16h15min
Presidente da Abramilho, Cesário Ramalho destacou na Abertura Nacional da Colheita do Milho que ainda há muito espaço para o cereal brasileiro no cenário internacional

Foto: Diego Eifler

No Brasil, cerca de 30% da produção de milho é exportada. Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesário Ramalho, o cereal é “o grão de ouro” e há espaço no mercado internacional que justifique a ampliação da produção brasileira.

“Existem compradores do milho nas porteiras do nosso país e nos portos, assim como para as proteínas animais. Eu digo para o produtor: existe o cliente, existe o mercado. Não podemos dizer que vai ser permanente, mas podemos garantir para os próximos três anos um mercado favorável para crescer com a produção”, disse Ramalho nesta quinta-feira, 22, durante a Abertura Nacional da Colheita do Milho 2021, realizado pelo Projeto Mais Milho em Primavera do Leste (MT).

‘O frango nada mais é que uma espiga de milho com asa, e o suíno, uma espiga de milho com patas’
Ainda de acordo com presidente da Abramilho, para dar suporte ao crescimento da produção, é preciso trabalhar em conjunto dentro da cadeia e, principalmente, com o governo, com políticas públicas para obter resultados positivos.

Ainda durante o painel dedicado ao mercado no evento, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou que, apesar dos problemas climáticos enfrentados pelos produtores rurais, houve alta de produtividade nos estados do Maranhão e do Tocantins. “Não podemos sofrer os picos de oferta e queda. A aflição dos especialistas é que haja milho e cereais que possam substituir”, disse .

Segundo Santin, com os picos no preço do milho, é importante construir maior estabilidade e obter soluções de sustentabilidade a longo prazo para a cadeia. Destaca que, para a safra 2025/2026, o Brasil teria que aumentar 41% da produção de alimentos, estimando a necessidade de produzir mais de 7,5 milhões de toneladas de milho.

Outro recorte do painel mostrou a projeção na produção de milho até 2030, porém a falta de armazéns é um entrave para o produtor. “Enquanto o produtor não tiver condições de guardar de uma vez a produção, vamos viver o caos, mesmo com a produção atingindo 300 milhões de toneladas de milho”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore

Fonte: Canal Rural Por Silmara Borges, de So Paulo

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