AgroGalaxy suspende atividades da Sementes Campeã
Medida faz parte do plano de reestruturação do grupo em recuperação judicial e inclui mudanças operacionais e de governança
A AgroGalaxy informou que vai interromper, a partir desta quarta-feira (14), as operações da Sementes Campeã, empresa do grupo dedicada ao beneficiamento de sementes.
A medida ocorre no contexto da recuperação judicial da companhia e integra um pacote de ações voltadas à reorganização do negócio diante de um ambiente projetado como mais restritivo para 2026.
A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração realizada na terça-feira (13).
Conforme registrado em ata, o colegiado aprovou por unanimidade a suspensão das atividades da subsidiária e autorizou a diretoria a adotar as providências necessárias para a implementação da medida.
Em comunicado ao mercado, a AgroGalaxy afirmou que a iniciativa está alinhada a um plano contínuo de reestruturação e busca por maior eficiência operacional.
Segundo a empresa, os ajustes são considerados essenciais para preservar a sustentabilidade da operação no médio prazo, diante das projeções mais desafiadoras para o próximo ciclo.
Redimensionando sua estrutura
Além da paralisação da Sementes Campeã, que mantém unidades em Goiás e na Bahia, o grupo anunciou que está redimensionando sua estrutura.
A estratégia prevê a priorização de unidades com melhor desempenho operacional e menor necessidade de capital de giro, como forma de preservar caixa e manter a viabilidade do negócio.
“A readequação do tamanho da operação tem o objetivo de permitir à companhia gerar receitas suficientes e honrar os compromissos com clientes, fornecedores, parceiros, credores e os colaboradores que seguem na nova jornada de negócios em busca da retomada dos resultados”, afirmou a empresa, em nota.

A companhia voltou a mencionar as “perspectivas desafiadoras do mercado para 2026”. No setor, a avaliação é de que a combinação entre compressão das margens no campo e aumento da inadimplência tende a pressionar o crédito, com possíveis reflexos sobre investimentos e o custeio da próxima safra.
Paralelamente às mudanças operacionais, o conselho também registrou alterações na governança. Três conselheiros — Mônica da Cruz Lamas, Tomas Agustin Romero e Eron Martins — renunciaram aos cargos e deixaram, ainda, funções exercidas nos comitês financeiro e de pessoas. Com as saídas, os postos permanecem vagos até nova deliberação.
Diante desse cenário, foi aprovada a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para 4 de fevereiro. A pauta inclui a proposta de redução do número de membros do conselho de administração para três integrantes, além da eleição de um novo conselheiro.








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