Petrobras investe R$ 76 milhões e retoma fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe

Operação já rendeu 5 mil empregos na região; plantas vão fabricar ureia, amônia e líquido que reduz emissões de veículos a diesel

Petrobras investe R$ 76 milhões e retoma fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe
Ilustrativa

A Petrobras começou o ano de 2026 dando um passo estratégico em direção ao agronegócio brasileiro: a retomada da operação das fábricas de fertilizantes nitrogenados nas unidades de Sergipe e da Bahia, marcando a volta da estatal ao setor industrial de fertilizantes após anos de paralisações e licitações. 

A estatal anunciou investimentos de R$ 76 milhões para reativação completa das operações, o que gerou até o momento 5 mil empregos. 

As Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs), localizadas em Laranjeiras (SE) e Camaçari (BA), já estão produzindo amônia, ureia e o Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), insumos estratégicos para a agricultura, pecuária e outras cadeias produtivas. 

Retomada 

Na Fafen Sergipe, a produção de amônia foi retomada em 31 de dezembro de 2025, e a produção de ureia começou no dia 3 de janeiro, um marco que simboliza a reativação industrial no Nordeste brasileiro. 

A unidade tem capacidade para produzir 1.800 toneladas de ureia por dia, ou seja, 7% do mercado nacional desse fertilizante. 

Já na Fafen Bahia, a Petrobras concluiu os trabalhos de manutenção infraestrutural. A planta tem expectativa de início da produção de ureia ainda para janeiro. 

A unidade da Bahia pode acrescentar 1.300 toneladas diárias ao mercado, o que representa 5% da demanda interna do produto. 

Antes dessa etapa, as instalações haviam passado por um processo de retorno à gestão da Petrobras por meio de acordos e licitações de contratação de serviços de operação e manutenção, depois de períodos de operação por outras empresas e interrupções ao longo dos últimos anos. 

Emprego e Renda 

O reinício das atividades não traz apenas fertilizantes de volta às prateleiras: a operação das FAFENs já está abriu 1.350 empregos diretos e outros 4.050 indiretos entre produção, logística e serviços vinculados às plantas. 

A retomada representa um impulso à economia local no Nordeste, com demanda por serviços e movimentação portuária (especialmente em Candeias, na Bahia).

Mais autonomia, menos importações

Historicamente, o Brasil depende quase que integralmente da importação de ureia, o principal fertilizante nitrogenado usado no campo. Atualmente, 100% do composto químico utilizado no país vem de fora.  

Com a volta das FAFENs, a Petrobras projeta atender cerca de 20% da demanda nacional de ureia no curto prazo, juntamente com a planta da Araucária Nitrogenados (ANSA) no Paraná, outra fábrica da estatal na área. 

O objetivo, no entanto, é que a produção interna possa alcançar até 35% da demanda brasileira nos próximos anos, reduzindo a dependência do mercado internacional. 

Fertilizantes como ureia e amônia são insumos essenciais para solos mais férteis, maior produtividade das lavouras e competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

Além disso, a produção de ARLA 32, usada para reduzir emissões de veículos movidos a diesel, insere um componente ambiental importante na cadeia industrial.