Ceará aposta em melhoramento genético para aumentar produtividade do leite
Com foco em pequenos produtores, programa de FIV subsidia 70 porcento do custo da fertilização e já registra taxa de prenhez de 41 porcento. A tecnologia elevou a produção média por vaca para até 30 litros/dia.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), em parceria com o Sebrae, desenvolve há quase dois anos um programa de fertilização in vitro (FIV) voltado à melhoria genética do rebanho bovino leiteiro no estado. A proposta é utilizar embriões de reprodutores de alta linhagem para elevar a produtividade e acrescentar até 500 mil litros de leite por dia à produção estadual.
O programa está em execução nos municípios de Milhã, Solonópole, Senador Pompeu, Independência e Cedro, com previsão de expansão para outras regiões. Antes da adoção da tecnologia, a média de produção entre pequenos produtores era de 6,6 litros por vaca/dia. Com a introdução dos embriões, esse volume passou a variar entre 20 e 30 litros por animal.

A iniciativa é direcionada principalmente a pecuaristas com 10 a 30 vacas receptoras, nas quais são implantados os embriões. O produtor arca com 30% do custo da fertilização, enquanto os 70% restantes são subsidiados pelo programa. Atualmente, são registradas cerca de duas mil prenhezes por ano. Em 2025, a taxa de prenhez foi de 41%.
No município de Cedro, a prefeitura também iniciou um programa de transferência de embriões bovinos, com previsão de realizar até 1.000 procedimentos em vacas leiteiras de pequenos, médios e grandes produtores. A iniciativa busca ampliar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e fortalecer a renda nas propriedades.
As informações são da CNA, adaptadas pela equipe MilkPoint.








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