Lácteos e vinho entram na lista de setores sensíveis em debate sobre o acordo Mercosul-UE
O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia levanta preocupações sobre competitividade e equilíbrio comercial. Parlamentares discutem efeitos das salvaguardas para produtos como carnes, açúcar, lácteos e vinhos.
Durante reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), realizada nesta terça-feira (10/2) no Senado Federal, parlamentares discutiram os impactos das salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia sobre o setor agropecuário brasileiro.
O principal ponto levantado foi a possibilidade de que algumas cláusulas de proteção negociadas com os europeus limitem ganhos imediatos para determinados segmentos e exijam ajustes internos para preservar a competitividade do agro nacional.
Entre as cadeias consideradas mais sensíveis estão lácteos e vinhos, que podem enfrentar aumento da concorrência com produtos europeus. Também foram mencionados mecanismos que preveem restrições graduais para itens como carnes e açúcar, o que pode influenciar o ritmo de expansão das exportações brasileiras.
Parlamentares destacaram ainda a preocupação com o impacto de produtos subsidiados no mercado interno, especialmente no caso da cadeia leiteira, onde o diferencial de preços pode pressionar produtores nacionais. Nesse contexto, foram defendidos o monitoramento das cotas estabelecidas no tratado e o uso de instrumentos de defesa comercial, caso necessário.
A votação do parecer sobre o acordo foi adiada após pedido de vista apresentado durante a reunião. O texto deve retornar à pauta no dia 24 de fevereiro. Se aprovado, será convertido em projeto de decreto legislativo e seguirá para análise da Câmara dos Deputados e do Senado, em regime de urgência.
As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.









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