Reposição: semana é marcada por altas nas cotações em São Paulo
Mercado paulista reagiu em três categorias, tanto para os machos como para as fêmeas, informa a analista Stéfany Souz, da Scot Consultoria
Nas praças paulistas, surpreendendo as expectativas de quem esteve aguardando melhores oportunidades de compra, o mercado de reposição reagiu ao longo desta semana, com alta nos preços para a maioria dos bovinos, informa zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria.
“As negociações continuam ocorrendo, porém com liquidez mais sutil em relação à semana anterior”, acrescenta.
Segundo ela, a oferta mais enxuta de animais jovens (não-terminados) tem mantido os preços equilibrados, mesmo diante de um cenário de cautela por parte dos compradores.
“Agentes-chave do setor relatam dificuldade em encontrar bovinos de qualidade para a compra e em fechar a reposição antecipada”, observa Stéfany.
Oscilação de preços por categoria
Entre os machos Nelore, na comparação semanal, a cotação subiu 1,9% para o boi magro e para o bezerro de ano, e 1,5% para o bezerro de desmama. Por sua vez, o garrote teve queda semanal de 0,7%.
Para as fêmeas Nelore, na mesma base de comparação, a cotação da vaca magra subiu 2%, enquanto os preços da bezerra de ano e da bezerra de desmama registraram valorização de 1,4% e 1%, respectivamente, segundo a analista da Scot.
Já a cotação da novilha recuou 1,3% em relação ao preço da semana anterior.

Elevação dos prêmios
O ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo subiu 8,3% em São Paulo, para 41,2%, em relação ao mês anterior, destaca Stéfany.
No período, compara a analista, o bezerro de desmama teve alta de 4,8% e o preço do boi gordo subiu 2,5%. Na comparação com março do ano passado, o ágio registra forte avanço de 56,1%, observa a zootecnista.
“Diante desse cenário, o mercado de reposição deve seguir com oferta reduzida e preços firmes nos curto e médio prazos”, prevê ela.








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