Temporais avançam no Norte e Centro-Oeste; baixa umidade coloca Sudeste em alerta

Instabilidades ganham força no interior do país, enquanto ar seco derruba a umidade em áreas do Sudeste

Temporais avançam no Norte e Centro-Oeste; baixa umidade coloca Sudeste em alerta
Ilustrativa

A combinação entre instabilidades no interior do país e  ar mais seco no Sudeste divide o cenário climático desta sexta-feira no Brasil, segundo a Climatempo.

Enquanto Norte e Centro-Oeste enfrentam pancadas intensas e risco de temporais isolados, o Sudeste registra queda na umidade do ar.

No Sul, a influência de um ciclone extratropical ainda mantém chuva e ventos, sobretudo no litoral.

Na região Sul, o ciclone extratropical se afasta para o oceano, mas ainda influencia o tempo na região. Pela manhã, há chuva fraca em áreas do litoral, norte e interior do Rio Grande do Sul, interior de Santa Catarina e sul do Paraná. No decorrer do dia, a frente fria no oceano mantém instabilidade no litoral dos três estados, enquanto no interior as precipitações variam de fracas a moderadas.

No Paraná e em áreas do norte e litoral de Santa Catarina, a chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade e de forma irregular. O restante da região tem sol entre nuvens.

As temperaturas ficam mais amenas, com elevação no Paraná e no litoral catarinense. Ventos entre 40 e 50 km/h atingem o litoral e o leste gaúcho, com rajadas de até 70 km/h no sul do RS. O mar segue agitado no litoral gaúcho. 

Região Sudeste

O tempo firme predomina na maior parte da região, com sol entre nuvens ao longo do dia. O principal ponto de atenção é a umidade relativa do ar, que cai para níveis abaixo de 30% em grande parte do interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Há chuva fraca no norte e litoral do Espírito Santo e no extremo sul de São Paulo pela manhã, com possibilidade de chuva moderada no litoral norte capixaba à tarde. No extremo noroeste de Minas Gerais, há chance de chuva moderada a forte de forma irregular, enquanto no sul e oeste paulista podem ocorrer pancadas fracas.

As temperaturas sobem na maior parte da região, mas o interior mineiro, o Rio de Janeiro e áreas do leste paulista têm clima mais ameno.

Região Centro-Oeste

A manhã começa com tempo mais firme na área central, mas já há pancadas moderadas a fortes no norte e nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás, além de possibilidade no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Durante a tarde, as instabilidades se intensificam em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, as pancadas aumentam ao longo do dia, com maior intensidade no sul e centro-oeste do estado.

No leste de Mato Grosso, a chuva tende a ser mais fraca, enquanto áreas do sudeste de MT, restante de Goiás e extremo leste de MS permanecem com tempo firme. As temperaturas sobem e mantêm a sensação de abafamento, exceto no sul de MS. A umidade do ar também entra em atenção, com índices abaixo de 30% no sudeste de Goiás e extremo leste sul-mato-grossense.

Região Nordeste

As instabilidades perdem força em parte da região, mas a umidade vinda do oceano mantém chuvas fracas no litoral leste. Já na faixa norte, a atuação da ZCIT provoca pancadas moderadas a fortes desde o início do dia.

Durante a tarde, as chuvas se intensificam no Maranhão, oeste e norte do Piauí, oeste do Ceará e da Bahia, além do litoral entre Rio Grande do Norte e Alagoas. Há risco de temporais no centro-norte maranhense.

No litoral sul da Bahia e na região de Salvador, a chuva ocorre com intensidade moderada. Em Alagoas, leste de Pernambuco e interior do Ceará, as pancadas são mais fracas. Nas demais áreas, o tempo fica mais firme, com elevação das temperaturas.

Região Norte

O dia começa com chuva moderada a forte em grande parte da região, incluindo Pará, Amazonas, Roraima, Tocantins e Acre, com risco de temporais isolados. No Amapá e norte do Pará, a atuação da ZCIT reforça as instabilidades. 

Ao longo do dia, a chuva se intensifica e se espalha, com temporais no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá e grande parte do Pará. No Tocantins, as pancadas se concentram principalmente no norte do estado. A sensação de abafamento segue predominante em toda a região.