Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde brasileiro

O Bangladesh recebeu, na última segunda-feira (2), o primeiro embarque de café verde em grãos proveniente do Brasil, marcando a abertura efetiva do mercado local ao produto brasileiro.

Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde brasileiro
Ilustrativa

O Bangladesh recebeu, na última segunda-feira (2), o primeiro embarque de café verde em grãos proveniente do Brasil, marcando a abertura efetiva do mercado local ao produto brasileiro. A chegada da carga foi acompanhada pelo adido agrícola do Brasil em Daca, Silvio Testasecca, e realizada pela empresa North End Coffee Roasters.

A companhia é uma das principais operadoras do setor no país, com 15 cafeterias em funcionamento e um centro próprio de produção, distribuição e treinamento na capital. A operação sinaliza um passo relevante para a ampliação da presença do café brasileiro em um mercado com consumo ainda concentrado em café solúvel.

Atualmente, cerca de 70% do café importado por Bangladesh tem origem em Singapura. Com a entrada do café verde brasileiro, a expectativa é de expansão do consumo, já que a tarifa aplicada ao produto é a mesma praticada para outros fornecedores internacionais, o que favorece a competitividade do Brasil.

O setor de cafeterias no país vem ganhando espaço nos últimos anos, reunindo tanto redes globais quanto marcas locais. Entre os principais nomes estão Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo, indicando um ambiente favorável para o crescimento do consumo de cafés especiais e de maior valor agregado.

Além do café, o comércio agropecuário entre Brasil e Bangladesh apresenta forte dinamismo. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações à base de milho.

A primeira exportação de café verde ao Bangladesh reforça a estratégia brasileira de diversificação de mercados e amplia as oportunidades para a cafeicultura nacional em regiões com potencial de crescimento do consumo.

 

 

Com informações do Gov.br