Clima e oferta pressionam preços dos grãos

A soja liderava as perdas entre os grãos em Chicago

Clima e oferta pressionam preços dos grãos
ilustrativa

Os mercados de grãos abriram a semana sob pressão, com recuos no trigo, na soja e no milho diante de fatores climáticos e expectativas sobre a oferta. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento inicial desta segunda-feira, 29 de junho, reflete previsões de chuva nos Estados Unidos, avanço das colheitas e cautela antes de novos dados oficiais.

No trigo, os contratos em Chicago operavam em baixa, com julho a 571,50, queda de 6,75 pontos, e dezembro a 601,25, recuo de 6 pontos. A pressão veio da previsão de chuvas abundantes em Dakota do Norte, importante região produtora de trigo de primavera, além do ritmo acelerado da colheita das variedades de inverno no Hemisfério Norte. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.366,65 por tonelada, baixa diária de 0,19%, enquanto o Rio Grande do Sul tinha alta de 0,39%, a R$ 1.330,99.

A soja liderava as perdas entre os grãos em Chicago, com queda próxima de 1%. O contrato de julho era negociado a 1.117,00, baixa de 9,25 pontos. O mercado aguarda que o USDA confirme uma área maior para a oleaginosa e menor para o milho, cenário que pode ampliar a pressão sobre os preços. As boas condições para a safra 2026/27 nos Estados Unidos e o recuo do farelo também limitavam uma reação. Em sentido contrário, a demanda internacional pela soja americana ajudava a conter perdas mais intensas.

O milho também recuava em Chicago. Julho caía 8,75 pontos, para 404,00, e dezembro perdia 9 pontos, a 432,50. As divergências sobre a área plantada e a expectativa de chuvas no cinturão produtor pressionavam as cotações. Iowa deve ser um dos estados mais beneficiados pelo aumento da umidade nos próximos sete dias. Na B3, os contratos tinham variações moderadas, com julho a R$ 64,31.