Mercado do boi reage com oferta mais curta

Oferta menor sustenta boi gordo em São Paulo

Mercado do boi reage com oferta mais curta
Ilustrativa

As cotações do boi gordo apresentaram firmeza em São Paulo, segundo a análise desta quarta-feira (28) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, mesmo com o menor ritmo nas vendas de carne, típico do fim de mês, a retração na oferta sustentou movimentos de alta. “Com os produtores retendo a boiada e buscando realizar melhores negócios, as ofertas diminuíram, permitindo alta na cotação”, informa o boletim. A exceção foi a vaca, que manteve os preços estáveis, embora ainda tenham sido registrados negócios acima das referências, em menor volume.

Na comparação diária, a Scot Consultoria aponta que a cotação do boi gordo subiu R$ 1,00 por arroba. A novilha, após 26 dias sem alterações, teve valorização de R$ 3,00 por arroba, enquanto o chamado “boi China” registrou alta de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate em São Paulo estavam, em média, programadas para seis dias.

No Rio Grande do Sul, a redução da oferta também resultou em elevação das cotações. Segundo a análise, “com a oferta reduzida, as cotações subiram”, especialmente na região Oeste, onde o boi gordo teve aumento de R$ 0,10 por quilo e as fêmeas registraram alta de R$ 0,05 por quilo.

Na região de Pelotas, a cotação do boi gordo permaneceu estável. Já os preços da vaca e da novilha avançaram R$ 0,10 por quilo, refletindo ajustes pontuais do mercado regional.

Em Goiás, apesar da oferta restrita, o avanço das cotações foi limitado pelo ritmo lento de escoamento da carne. “O escoamento de carne está lento, o que tem limitado as altas”, aponta o informativo. Na região de Goiânia, as escalas de abate estavam, em média, para oito dias, enquanto na região Sul do estado a programação girava em torno de cinco dias.