Safra de verão projeta 25,9 milhões toneladas no Paraná

Colheita avança e preços recuam no Paraná

Safra de verão projeta 25,9 milhões toneladas no Paraná
Ilustrativa

O Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento indica que a primeira Previsão de Safra Subjetiva de 2026 manteve as projeções apresentadas em dezembro, com poucas alterações no cenário projetado. De acordo com o Deral/Seab, a produção de soja no Paraná deve superar 22 milhões de toneladas na atual safra. Até o momento, 5% da área total estimada em 5,78 milhões de hectares foi colhida.

O boletim informa que as condições climáticas no início de 2026, marcadas por temperaturas elevadas e chuvas irregulares, exigem atenção do setor. Segundo o Deral/Seab, “as precipitações previstas para esta semana serão decisivas para manter as boas condições das lavouras e efetivamente confirmar o volume projetado”.

Enquanto a soja concentra a maior parte da área cultivada no verão, milho e feijão, juntos, ocupam menos de 10% da área, com desempenhos distintos. O Deral/Seab aponta que o feijão segue para a etapa final da safra com redução de área e produtividade abaixo do potencial. No caso do milho, o início da colheita sustenta perspectivas de aumento da produção total, ainda que não se repitam os recordes de produtividade observados em 2025.

As três culturas são indicadas como determinantes para a safra de verão no Estado, cuja projeção atual é de 25,9 milhões de toneladas, volume superior ao registrado no verão 2024/25, estimado em 24,7 milhões de toneladas. O boletim destaca, no entanto, que o maior volume projetado pressiona os preços no mercado. Mesmo com ritmo de colheita mais lento que o habitual, a soja apresenta valores 4% inferiores aos de janeiro de 2025. No milho, a retração é de 14% e, no feijão-preto, de 11%. O arroz, apesar da menor participação em área no Estado, registra a maior queda, com recuo de 46%.

Segundo o Deral/Seab, o movimento de baixa nos preços reflete a globalização do setor, influenciada por safras elevadas no Brasil e no exterior e pelo comportamento do câmbio, uma vez que “o real se valorizou 11% frente ao dólar americano nos últimos 12 meses”.