Boi gordo: arroba sobe onde frigoríficos precisam completar escalas

Ajustes pontuais aparecem onde a oferta é menor e compradores buscam garantir as escalas, enquanto preços seguem firmes nas demais praças. Ouça a análise do Bom Dia do Boi CEPEA desta sexta-feira (4/9).

Boi gordo: arroba sobe onde frigoríficos precisam completar escalas
ilustrativa

Confira a íntegra da edição desta sexta-feira (4/9) do Bom Dia do Boi CEPEA:

Oferta curta sustenta arroba e aumenta necessidade de compras

O mercado do boi gordo encerrou a semana com preços firmes na maioria das regiões acompanhadas pelo CEPEA, mas com diferentes ritmos de negociação. A liquidez tem sido determinada principalmente pelo nível das escalas de abate: enquanto frigoríficos mais abastecidos reduzem a presença nas compras, indústrias com programações mais curtas precisam buscar animais para completar as escalas.

Nas praças onde as escalas estão mais alongadas, entre 11 e 18 dias, os negócios ocorrem em ritmo mais lento e alguns compradores chegam a ficar fora do mercado. Já onde as programações estão próximas de uma semana, a necessidade de compra é maior e, diante da oferta restrita de animais prontos para abate, abre espaço para ajustes pontuais na arroba.

Em Cassilândia (MS), esse cenário resultou em alta pontual de até R$ 5/@. Os frigoríficos buscaram garantir as escalas diante da menor disponibilidade de animais, e o boi gordo foi negociado entre R$ 340 e R$ 345/@. As programações de abate ficaram, em média, ao redor de uma semana.

Em Colíder (MT), o cenário foi diferente. Grande parte dos negócios envolveu animais de confinamento, inclusive lotes adquiridos por meio de contratos, o que deixou os frigoríficos mais abastecidos e reduziu a necessidade de compras no mercado spot.

As escalas de abate variaram entre 12 e 18 dias, enquanto o boi gordo foi negociado entre R$ 325 e R$ 330/@. O cenário reforça a diferença observada entre as praças: quanto mais confortável a programação das indústrias, menor tende a ser a necessidade imediata de novas aquisições.

Em São Paulo, os preços também permaneceram firmes, embora o volume de negócios tenha sido reduzido e alguns frigoríficos já estivessem fora das compras. A maior parte das negociações ocorreu entre R$ 345 e R$ 350/@.

O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 347,60/@ à vista nesta quinta-feira, acumulando valorização de 0,93% no início de setembro.

Carne bovina segue com vendas limitadas no mercado interno

No mercado da carne bovina, frigoríficos ainda relatam vendas limitadas no mercado doméstico. A expectativa, porém, é de melhora no escoamento com a chegada da semana de pagamento, fator que pode influenciar o posicionamento das indústrias nas compras de boi gordo.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada de boi permaneceu praticamente estável nesta quinta-feira (3/9), cotada em torno de R$ 24/kg à vista.

Assim, o mercado chega ao fim da semana com preços firmes, mas ritmos distintos de negociação. A necessidade de compra dos frigoríficos segue diretamente ligada ao tamanho das escalas, enquanto a oferta restrita favorece reajustes pontuais nas regiões em que as indústrias precisam reforçar a programação de abates.

Cotações do boi gordo – 3/9/26

Confira os preços da arroba no levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria

Veja abaixo as cotações do boi gordo desta quinta-feira (3/9), conforme levantamento diário da Agrifatto:

SÃO PAULO:
Boi comum: R$ 350,00.
Boi China : R$ 350,00.
Média: R$ 350,00.
Vaca : R$ 325,00.
Novilha: R$ 335,00.
Escalas : seis dias.

MINAS GERAIS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : oito dias.

MATO GROSSO DO SUL:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China : R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : seis dias.

MATO GROSSO:
Boi comum: R$ 330,00.
Boi China : R$ 330,00.
Média: R$ 330,00.
Vaca : R$ 310,00.
Novilha: R$ 320,00.
Escalas : sete dias.

GOIÁS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China/Europa : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : seis dias.

TOCANTINS:
Boi comum: R $ 340,00 .
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : seis dias.

PARÁ:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : cinco dias.

RONDÔNIA:
Boi: R$ 335,00.
Vaca : R$ 310,00.
Novilha: R$ 315,00.
Escalas : nove dias.

MARANHÃO:
Boi: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : sete.

PARANÁ:
Boi: R$ 360,00.
Vaca : R$ 335,00.
Novilha: R$ 345,00.
Escalas : seis dias.

Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (3/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria:

SÃO PAULO: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo)

MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo)

MATO GROSSO: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo)

PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo)

PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)

RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)

ESPÍRITO SANTO: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)

TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)

PARANÁ: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)