RS: arroz registra produtividade acima do esperado

Safra apresenta boa qualidade

RS: arroz registra produtividade acima do esperado
Ilustrativa

A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, superando 98% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar. Restam cerca de 2% das lavouras em fase de maturação e prontas para colheita. As condições climáticas favoreceram o avanço dos trabalhos ao longo do período, apesar de precipitações registradas em 7 de maio terem provocado interrupções pontuais e dificultado o acesso às áreas em municípios com maior volume de chuva.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a safra apresenta bom desempenho produtivo em diferentes regiões do Estado. O resultado foi favorecido pelas condições ambientais durante o ciclo, pela disponibilidade hídrica e pelo manejo das lavouras irrigadas. Mesmo com a redução no uso de insumos em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores, as produtividades ficaram próximas ou acima das projeções iniciais, e os grãos colhidos apresentaram boa qualidade e rendimento industrial.

Além da colheita, produtores avançaram no manejo pós-colheita, com preparo antecipado das áreas, implantação de plantas de cobertura e manejo de resteva. As medidas buscam organizar as áreas para a próxima safra e reduzir riscos relacionados às condições climáticas previstas para o próximo ciclo.

A área cultivada com arroz no Estado é de 891.908 hectares, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 quilos por hectare.

Na regional de Bagé, as condições climáticas permitiram o avanço da colheita, embora ventos fortes tenham provocado acamamento em parte das lavouras. Dos 369.741 hectares cultivados, menos de 10 mil hectares ainda aguardam colheita. Em Bagé, a produtividade média ficou próxima de 9 mil quilos por hectare, acima da estimativa inicial de 8.400 quilos. Em Caçapava do Sul, o rendimento alcançou 8.500 quilos por hectare, superando a projeção inicial de 7.620 quilos. Segundo a regional, os resultados foram favorecidos pelas boas condições climáticas e pela rotação com soja em áreas de várzea nos anos anteriores.

Na regional de Pelotas, a colheita atingiu 99% da área cultivada, restando pequenas áreas nos municípios de Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares. A produtividade média regional chegou a 9.647 quilos por hectare. Também avançaram os trabalhos de preparo antecipado das áreas, incluindo sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura. A estratégia busca antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela preferencial e minimizar impactos de uma possível atuação do fenômeno El Niño, associado à previsão de chuvas acima da média durante a primavera.

Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8 mil quilos por hectare. Na região da 4ª Colônia, produtores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras. Nas áreas já colhidas, ocorre a incorporação da resteva para auxiliar na decomposição da palhada.

Em Santa Rosa, a elevada umidade do solo e a recorrência de chuvas dificultaram a implantação de pastagens e a realização de operações de nivelamento em áreas destinadas à integração lavoura-pecuária e à ciclagem de nutrientes.

Na regional de Soledade, a colheita alcançou 98% da área cultivada. As lavouras apresentam bom padrão produtivo e qualidade de grãos, com rendimento industrial considerado elevado. Restam apenas áreas pontuais em maturação e prontas para colheita.