Jornal argentino destaca a “liderança incontestável do Brasil no mercado mundial de carne bovina”

Na última década, relata o artigo, o comércio global da proteína cresceu 4,07 milhões de toneladas, com o Brasil respondendo por 56 porcento desse volume adicional

Jornal argentino destaca a “liderança incontestável do Brasil no mercado mundial de carne bovina”
Ilustrativa

Manchete publicada na editoria Rural do tradicional jornal argentino Clarín destaca a “liderança incontestável do Brasil no mercado mundial de carne bovina”.

Após bater seu recorde de exportação em 2025, o Brasil se superou novamente: exportou 982 mil toneladas em quatro meses de 2026, um aumento de 19% em relação ao ano anterior”, relata a reportagem, acrescentando que “o preço FOB da carne bovina brasileira na segunda quinzena de abril/26, de cerca de US$ 6.200/tonelada, é 23% superior ao do mesmo período de 2025 e 37% superior ao de abril de 2024”.

Na última década, relata o artigo, os embarques de carne bovina do Brasil passaram de 1,69 milhão de toneladas em 2016 para 4 milhões de toneladas no ano passado – um avanço de 137%.

Na mesma base de comparação, a participação da proteína brasileira nas exportações globais saltou de 18% para 30%, acrescenta o texto.

Por sua vez, na última década, o comércio global de carne bovina cresceu 4,07 milhões de toneladas, com o Brasil respondendo por 56% desse volume adicional e a Austrália por 17%.

Segundo o artigo, assinado por Ignacio Iriarte, “o notável aumento das exportações brasileiras de carne bovina nos últimos 20 anos foi possível não apenas pelo aumento da produção interna, que cresceu 37% nas últimas duas décadas, mas também pela redução do consumo interno, que passou de 42,8 quilos per capita em 2006 para 29 quilos em 2026”.

Além disso, continua Iriarte, “grande parte do extraordinário desempenho das exportações brasileiras também foi possível porque sua indústria pecuária vem passando por uma intensa fase de liquidação nos últimos cinco anos, com taxas de abate bem acima dos níveis de equilíbrio”.

Sincronização dos ciclos pecuários

O artigo do Clarín lembra ainda que a maioria dos principais países exportadores e importadores de carne bovina vem revertendo a fase de liquidação do ciclo pecuário nos últimos meses, uma tendência que já durava vários anos.

Resta apenas o Brasil a se juntar a esse grupo de países que já superaram a fase de liquidação de rebanhos”, observa o texto, que acrescenta: “Tudo indica que, a partir do segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027, o ciclo pecuário internacional – agora com a participação do Brasil – se “sincronizará”, com um declínio generalizado na produção”.

O artigo cita ainda declarações do renomado analista australiano Simon Quilty, que prevê uma inflexão no comércio internacional de carne bovina no segundo semestre de 2026, com uma queda nas exportações globais e novos aumentos nos preços internacionais.