Abate de bovinos, suínos e frangos avança no 1º trimestre de 2026; veja os números

Produção animal registra crescimento nos abates, na aquisição de leite e na produção de ovos na comparação com o mesmo período de 2025

Abate de bovinos, suínos e frangos avança no 1º trimestre de 2026; veja os números
Ilustrativa

Os primeiros resultados da produção animal no 1º trimestre de 2026 mostram avanço nos abates de bovinos, suínos e frangos em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados da Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgados nesta terça-feira(19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam, no entanto, desaceleração frente ao último trimestre do ano passado em parte das atividades analisadas.

O abate de bovinos registrou alta de 3,3% na comparação anual, enquanto o de suínos avançou 5,5% e o de frangos cresceu 3,7% frente ao 1º trimestre de 2025.

Na comparação com o 4º trimestre de 2025, os resultados foram mais moderados. O abate de bovinos caiu 6,8%, o de suínos recuou 0,1% e o de frangos teve redução de 0,4%.

No segmento de leite, a aquisição de leite cru alcançou 6,78 bilhões de litros no 1º trimestre de 2026, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda de 7,9%.

Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes permaneceu estável frente ao 1º trimestre de 2025, com variação de 0,0%, totalizando 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Na comparação trimestral, o recuo foi de 3,3%.

A produção de ovos de galinha somou 1,21 bilhão de dúzias no 1º trimestre de 2026. O resultado representa crescimento de 0,4% frente ao mesmo período do ano anterior e queda de 3,5% em relação ao 4º trimestre de 2025.

Abate de bovinos cresce 3,3% no trimestre

No 1º trimestre de 2026, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. O volume representa alta de 3,3% em comparação com o 1º trimestre de 2025 e redução de 6,8% frente ao 4º trimestre de 2025.

A produção de carcaças bovinas alcançou 2,63 milhões de toneladas no período, com incremento de 5,1% na comparação anual. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve retração de 10,2%.

Abate de suínos soma 15,27 milhões de cabeças

O abate de suínos totalizou 15,27 milhões de cabeças no 1º trimestre de 2026. O resultado representa aumento de 5,5% frente ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4º trimestre de 2025.

O peso acumulado das carcaças chegou a 1,37 milhão de toneladas, alta de 2,6% na comparação anual e queda de 3,0% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Abate de frangos avança 3,7%

No 1º trimestre de 2026, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças de frangos. O volume foi 3,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 0,4% menor em relação ao 4º trimestre do ano passado.

O peso acumulado das carcaças somou 3,73 milhões de toneladas no período. O total representa avanço de 7,0% frente ao 1º trimestre de 2025 e aumento de 2,3% na comparação trimestral.

Aquisição de leite cresce 3,3%

A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária — federal, estadual ou municipal — atingiu 6,78 bilhões de litros no 1º trimestre de 2026.

O volume representa crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 7,9%.

Aquisição de couro fica estável

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro — aqueles que realizam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano — receberam 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 1º trimestre de 2026.

O resultado representa estabilidade em relação ao 1º trimestre de 2025, com variação de 0,0%, e queda de 3,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos alcança 1,21 bilhão de dúzias

A produção de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no 1º trimestre de 2026. O volume representa aumento de 0,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior e retração de 3,5% frente ao 4º trimestre de 2025.