Carne bovina renova máximas no atacado, enquanto varejo recua em abril/26
Carcaça casada bovina avançou 3,68% no mês passado, em SP, para R$ 24,82/kg, com avanço de 10% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano
Em abril/26, o atacado da carne bovina foi destaque pela maior valorização entre os elos da cadeia, mantendo trajetória positiva pelo sétimo mês consecutivo, informa a Agrifatto.
No atacado paulista, a carcaça casada bovina avançou 3,68% em abril/26, atingindo R$ 24,82/kg e renovando o maior patamar da série histórica, além de registrar alta de 9,94% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano, relata a consultoria.
O dianteiro bovino teve a segunda maior valorização no mês passado, com aumento de 5,56%, elevando a cotação para R$ 22,51/kg, além de crescimento anual de 10,94%, acrescenta a consultoria.
Por sua vez, o traseiro bovino foi negociado a R$ 28,10/kg, com avanço mensal de 2,16% e a maior valorização anual entre os cortes, de 11,19%.
No varejo de São Paulo, a carne bovina encerrou abril/26 mantendo o movimento de retração mensal pelo segundo mês consecutivo, com recuo de 0,55% e preço médio de R$ 52,23/kg.
Ainda assim, a proteína acumula valorização anual de 3,99%, destaca a Agrifatto.
Ao corrigir a série de preços pelo IGPDI, a cotação atual da carne bovina no varejo permanece 3,19% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O pico real de preços da proteína no varejo foi alcançado em fevereiro de 2026, quando foi negociada a R$ 54,49/kg.
Ponta de agulha sobe 6,34% em abril/26
Entre os cortes bovinos no varejo, todos apresentaram valorização no período, com destaque para a ponta de agulha, que registrou a maior alta mensal, de 6,34%, para R$ 20,86/kg, acumulando avanço anual de 7,31%, informa a Agrifatto.
Outras proteínas
Segundo a Agrifatto, entre as demais proteínas, o comportamento foi misto, com manutenção da pressão sobre os preços da carne suína pelo quarto mês consecutivo.
A carcaça especial suína registrou retração de 9,23% em abril/26, negociada a R$ 9,16/kg, o menor nível desde junho/23, além de acumular queda anual de 25,62%.

Relação de troca
Com isso, a relação de troca entre as proteínas avançou 14,22% no mês passado, atingindo 2,71 kg de carne suína para cada 1 kg de carne bovina, patamar 72,92% acima da média histórica e o maior índice da série histórica.
O frango resfriado, por sua vez, interrompeu a sequência de cinco meses consecutivos de queda e registrou valorização de 4,94% no atacado em abril/26, segundo a Agrifatto.
Ainda assim, a proteína acumula retração anual de 15,66%, sendo negociada a R$ 7,29/kg.
Na relação de troca com a carne bovina, o indicador recuou 1,2% no mês, atingindo 3,40 kg de frango para cada 1 kg de carcaça bovina, 39,32% acima da média histórica e 30,36% superior a abril/25, de acordo com os dados da consultoria.








Comentários (0)
Comentários do Facebook