Giro de mercado: Milho encerrou janeiro sob pressão
O mercado do milho fechou janeiro em queda e volta ao patamar de R$ 65/saca, veja mais informações a seguir
O mercado do milho fechou janeiro em queda e volta ao patamar de R$ 65/saca, veja mais informações a seguir
O Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuo
u e voltou a operar na casa dos R$ 65,00 por saca (60 kg), um valor que não era visto desde outubro do ano passado. O cenário atual é de “braços cruzados”: a liquidez está baixa e o mercado caminha de forma lenta.
Por que os preços estão caindo?
Diferente de outros anos, onde a logística da soja costumava “puxar” o milho para cima logo no início de janeiro, desta vez o peso dos estoques está falando mais alto. Existem três fatores principais travando as cotações:
Compradores Abastecidos: As indústrias e grandes compradores estão priorizando o consumo de estoques que já foram negociados antecipadamente. As compras agora são apenas “da mão para a boca” (pontuais), sem pressa para adquirir novos lotes;
Necessidade de Espaço no Armazém: Com a colheita da soja ganhando corpo, muitos produtores precisam liberar espaço nos armazéns. O receio de que o milho caia ainda mais, somado à necessidade logística, fez com que muitos vendedores aceitassem valores menores para fechar negócio;
Fretes Disputados: A forte demanda por caminhões para escoar a safra de soja encarece o frete, o que acaba pressionando a margem do milho e dificultando a reação dos preços no interior.
O “Vilão” da Vez: Estoques Elevados
O fator que mais chama a atenção em 2026 é o volume de milho estocado nas fazendas e cooperativas. O contraste com o ano passado é impressionante e explica por que o preço não consegue reagir:
PeríodoVolume em Estoque (Estimado)
Início de 202612,0 milhões de toneladas
Início de 20251,8 milhão de toneladas
Média dos últimos 5 anos9,2 milhões de toneladas
O que esperar?
Com o estoque atual quase 7 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2025, o mercado trabalha com uma folga que retira qualquer urgência de compra. Enquanto a soja for a prioridade logística e os armazéns seguirem cheios, o milho deverá enfrentar um cenário de preços laterais ou com viés de baixa, dependendo da necessidade de caixa de cada região produtora.
AGRONEWS









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