Colheita maior pressiona preços do milho

No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais

Colheita maior pressiona preços do milho
ilustrativa

O mercado brasileiro de milho voltou a operar sob pressão, com queda nos contratos futuros e negociações lentas no mercado físico. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o recuo de Chicago nesta quarta-feira, enquanto o avanço da colheita da safrinha ampliou a oferta e limitou a reação dos preços.

O Imea elevou levemente a projeção para a colheita em Mato Grosso, que está próxima do fim e deve superar em 3,54% o resultado de 2025. Na B3, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 68,57, com baixa diária de R$ 0,17 e recuo semanal de R$ 1,72. Novembro terminou em R$ 73,30, queda de R$ 0,35 no dia e de R$ 2,06 na semana, enquanto janeiro de 2027 encerrou a R$ 76,48, baixa diária de R$ 0,33 e semanal de R$ 1,34.

No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com indicações entre R$ 58 e R$ 63 por saca. A média estadual caiu 0,17% na semana, para R$ 58,94. A cautela dos produtores e o avanço das exportações mantêm a oferta restrita. Em Santa Catarina, compradores indicam cerca de R$ 55 por saca, abaixo das referências de venda, próximas de R$ 60, o que reduz a liquidez e mantém os consumidores focados em reposições.

No Paraná, a comercialização avança gradualmente, acompanhando a colheita, que chegou a 52% da área. As chuvas interromperam parte dos trabalhos, mas o retorno do tempo seco favoreceu as operações. As lavouras apresentam 85% das áreas em boas condições, 10% em situação média e 5% ruins. No Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 48 a R$ 50 por saca, com a demanda da indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da nova oferta e a conter uma pressão maior sobre os preços.