Exportações de algodão devem bater novo recorde
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional"
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com cerca de 3,3 milhões de toneladas embarcadas. A projeção foi apresentada na abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do algodão e Derivados.
A safra 2025/2026 deve alcançar 3,9 milhões de toneladas de pluma, em 1,9 milhão de hectares, com produtividade próxima de 1.954 quilos por hectare, segundo a Abrapa. Para 2026/2027, a estimativa preliminar é de 3,96 milhões de toneladas.
A Anea informou que o país registrou recordes de exportação em sete meses do ciclo e termina a temporada como maior exportador mundial, à frente dos Estados Unidos. A demanda segue apoiada por mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
No cenário global, o consumo projetado em 26,510 milhões de toneladas supera a oferta estimada em 25,265 milhões, quadro que pode favorecer as cotações. No mercado interno, as fiações mantêm compras cautelosas, com maior exigência de qualidade e menor disposição para contratos longos diante dos juros elevados. A reunião também tratou da valorização das fibras naturais e do uso do algodão em saúde, construção, defesa e vestuário funcional, ampliando seu potencial de inovação.













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