Sindag propõe ação federal para fiscalização de drones agrícolas

Entidade articula reunião com órgãos federais após identificar que a importação de drones avança em ritmo superior ao dos registros oficiais no País

Sindag propõe ação federal para fiscalização de drones agrícolas
ilustrativa

Sindag propõe articulação do governo federal para reforçar a fiscalização e a rastreabilidade desses equipamentos no Brasil

 

O Sindag vai propor uma articulação entre órgãos federais para discutir o controle, a fiscalização e a rastreabilidade de drones no Brasil, diante do avanço da frota de equipamentos — especialmente no setor agrícola — e da diferença entre o volume importado e os registros oficiais.

A entidade deve encaminhar nos próximos dias um ofício ao Ministério da Defesa sugerindo uma reunião conjunta com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos.

A proposta surgiu após encontro realizado na terça-feira (23), em Brasília, entre o diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Cláudio Júnior Oliveira, e o coordenador do Comitê Executivo do Conselho de Geoinformação de Defesa (ConGEODEF), capitão-de-mar-e-guerra João Franswilliam Barbosa.

Vinculado ao Ministério da Defesa, o ConGEODEF coordena ações de geoinformação voltadas à defesa nacional. A conversa teve como foco o crescimento acelerado do uso de drones no País e os desafios para acompanhar, registrar e fiscalizar esses equipamentos.

Segundo Oliveira, um dos objetivos do encontro foi entender com mais precisão as atribuições do Ministério da Defesa relacionadas à operação de drones no Brasil.

Para o Sindag, a preocupação central está na diferença crescente entre a quantidade de equipamentos importados e o número de aeronaves não tripuladas efetivamente cadastradas nos sistemas oficiais.

“A importação está sendo bem maior que o registro, e isso está trazendo dano ao setor legalizado, aos operadores legais. Se não combatermos os ilegais, teremos uma disparidade”, relatou.

Como encaminhamento, o Sindag levará o tema ao Ministério de Portos e Aeroportos em uma reunião agendada para 7 de julho. A expectativa é construir uma agenda conjunta entre os órgãos federais, com procedimentos alinhados e uma estratégia integrada de fiscalização dos drones em operação no País.

Georreferenciamento entra na discussão sobre fiscalização de drones

O encontro também abordou o sistema de georreferenciamento utilizado pelo Ministério da Defesa. De acordo com Oliveira, a área responsável mantém registros de drones que operam com esse tipo de recurso, informação considerada estratégica para o monitoramento das aeronaves.

A evolução tecnológica dos equipamentos, porém, amplia a complexidade da discussão regulatória. Além da pulverização, parte dos drones agrícolas já conta com câmeras embarcadas e outros sensores, incorporando funções que vão além da aplicação de produtos no campo.

“Temos drones de pulverização que possuem câmeras, e isso acaba mudando tudo”, destacou.