Agrifatto: decisão da UE coloca em risco uma receita anual de US$ 1,84 bilhão
Somente com o setor de carne bovina, o Brasil faturou mais de R$ 1 bilhão com as importações de 128,11 mil toneladas ao bloco europeu em 2025, destaca a consultoria
A decisão da União Europeia (UE) em retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco coloca em risco uma receita anual de aproximadamente US$ 1,84 bilhão – a maior parte deste montante (US$ 1 bilhão) advinda dos embarques de carne bovina e outros US$ 763 milhões oriundos das vendas de frango, calcula a Agrifatto, que nesta quarta-feira (13/5) enviou aos seus assinantes um relatório especial sobre o tema.
No que se refere apenas ao setor de carne bovina, em 2025, o Brasil exportou 128,11 mil toneladas ao bloco (com o faturamento já citado de US$ 1 bilhão), o que significou crescimento de 57,09% em volume e 76,28% em receita na comparação com os dados computados em 2024, informa a consultoria.
Apesar do desempenho expressivo, esse volume representou “apenas” 3,53% do total exportado pelo Brasil no ano passado, de 3,63 milhões de toneladas, observa a Agrifatto.
Dados parciais de 2026
No acumulado de janeiro a abril de 2026, os embarques brasileiros de carne bovina aos países da UE somavam 34,83 mil toneladas, com acréscimo de 18,71% na comparação anual, destaca a consultoria.
Itália e Países Baixos concentraram 67,82% de todo o volume enviado ao bloco em 2025, mercados relevantes também pelo valor pago: a Itália desembolsou, em média, US$ 7.238 pela tonelada da carne bovina brasileira, o maior preço entre os destinos europeus.

Considerando as importações totais do bloco, o Brasil respondeu por 25% de toda a carne bovina adquirida pela União Europeia em 2025.
Carne de frango também avança
Para a carne de frango, as exportações brasileiras ao bloco totalizaram 230,31 mil toneladas em 2025, participação de 4,46% do total exportado pelo país.
No acumulado de 2026, os embarques de frango brasileiro chegaram a 122,16 mil toneladas, com crescimento de 34,52% em relação ao mesmo período do ano anterior. Espanha e Países Baixos responderam por 79,44% do volume destinado ao bloco em 2025.
Decisão pode ser revertida
Nesta quarta-feira (13/5), a própria Comissão Europeia sinalizou que o Brasil pode ser reincluído na lista caso apresente as garantias exigidas antes de setembro/26. “Importante destacar que, por enquanto, as exportações ao bloco continuam normalmente”, observa a Agrifatto.








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