Boi gordo: pastos verdes garantem maior poder de barganha dos pecuaristas

Preços seguem firmes nas principais praças pecuárias brasileiras, mantendo o viés de alta da arroba; em SP, lotes de “boi-China” são negociados a R$ 355/@

Boi gordo: pastos verdes garantem maior poder de barganha dos pecuaristas
Ilustrativa

Nesta quarta-feira (25), o mercado físico do boi gordo seguiu com preços firmes nas principais praças pecuárias brasileiras, mantendo o viés de alta da arroba iniciado ainda em janeiro/26. 

O movimento positivo é sustentado pelas boas condições das pastagens, o que permite a retenção estratégica das boiadas nas fazendas e a venda dos lotes de maneira gradual, reforçando o poder de barganha dos pecuaristas frente à indústria frigorífica. 

“Com a oferta de animais terminados ainda enxuta, as escalas de abate seguem curtas, limitadas a até quatro dias úteis, na média nacional”, informa a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociações em 17 regiões do País.

Nesse contexto, em São Paulo, a arroba do boi gordo rompeu o patamar de R$ 355, consolidando o Estado como principal referência nacional, destaca a consultoria. 

“Os produtores passaram a trabalhar com objetivo de R$ 360/@, mantendo pressão altista contínua”, relatam os analistas da Agrifatto. 

Além disso, continua a consultoria, nos últimos dias, houve relatos de operações de envio de animais terminados em Mato Grosso do Sul ao mercado paulista, com negócios fechados a R$ 350-355/@ e abate realizado com nota fiscal paulista.

Pelos dados da Scot Consultoria, na praça de São Paulo, o  boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@ e o “boi-China” está valendo R$ 355/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 325/@ e R$ 335/@, respectivamente (todos os preços são brutos e com prazo).

Futuros sobem

No pregão da terça-feira (24/2) da B3, os contratos do boi gordo encerraram em alta. Destaque para o papel com vencimento em abril/26, que subiu 0,73%, para R$ 352,60/@.