Doenças foliares avançam no milho safrinha e exigem manejo antecipado
Com expansão da segunda safra e avanço da mancha-de-bipolaris, uso de fungicidas premium e aplicações precoces se consolidam como estratégias essenciais no campo
A expansão e fortalecimento da segunda safra de milho no Brasil tem ampliado a atenção dos produtores para o manejo do complexo de doenças foliares, especialmente da mancha-de-bipolaris (Bipolaris maydis), considerada atualmente uma das principais ameaças à produtividade da cultura. Com o aumento da área plantada e maior remuneração do cereal — impulsionada pelo aumento do consumo para produção de carnes e para as usinas de etanol de milho — a proteção fitossanitária ganhou protagonismo nas lavouras para proteção da produtividade.
O milho é um dos principais cereais cultivados no país e, desde o plantio até a colheita, está sujeito ao ataque de diversos patógenos. O cultivo, na primeira ou segunda safra, favorece a presença de microrganismos que reduzem a área fotossinteticamente ativa das plantas, comprometendo o enchimento de grãos e o potencial produtivo, sobretudo sob condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das doenças.
A bipolaris é a problemática mais recente em expansão no Brasil, com registros em todas as regiões produtoras, principalmente no Cerrado — com destaque para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. O período chuvoso, desde a implantação da cultura, e a maior umidade favorecem a evolução da doença, tornando o cenário ainda mais crítico durante o desenvolvimento da safrinha. Estimativas apontam que a bipolaris pode causar perdas de até 70% na produção em situações severas, com reduções médias de até seis sacas por hectare.
Diante desse cenário, o uso de fungicidas foliares tornou-se uma das principais ferramentas de controle. Nos últimos anos, houve crescimento de 79% na adoção de fungicidas premium, com destaque para tecnologias à base de carboxamidas, na segunda safra de milho, especialmente no manejo da bipolaris.

Fábio Lemos, gerente da cultura de milho da FMC
“A proteção do cultivo precisa ocorrer de forma antecipada. A aplicação de fungicidas a partir do estádio V4 tem se consolidado como uma das principais estratégias para preservar o potencial produtivo, principalmente em híbridos mais modernos e de alto teto produtivo. O uso de ferramentas de alta tecnologia nas primeiras fases da cultura tem se mostrado essencial para a garantia de produtividade, já que o ataque de doenças nas fases iniciais pode comprometer irreversivelmente o desenvolvimento das plantas”, diz Fábio Lemos, gerente da cultura de milho da FMC.
Nesse contexto, as carboxamidas assumem papel estratégico no manejo do complexo de doenças no milho. Luís Demant, gerente de fungicidas da FMC, afirma que “as carboxamidas hoje são ferramentas essenciais no manejo do complexo de doenças no milho. Tivemos destaque com resultados consistentes em campo, com proeminência de performance do Onsuva.”

Desenvolvido pela FMC, o fungicida Onsuva® apresenta formulação balanceada com uma carboxamida inédita de amplo espectro e um triazol altamente seletivo. A tecnologia proporciona elevada seletividade, reduzindo a injúria às plantas desde as primeiras aplicações e favorecendo o desenvolvimento inicial da cultura. O produto é indicado para alternância de ingredientes ativos no manejo de doenças, contribuindo para a redução da pressão de seleção de patógenos e para a sustentabilidade do sistema produtivo.
Resultados de pesquisa da companhia mostram que o uso frequente de um mesmo fungicida aumenta a pressão de seleção e reduz a eficácia do controle ao longo do tempo. A rotação de grupos químicos e moléculas, portanto, torna-se fundamental para manter a eficiência das aplicações. Nesse sentido, a utilização de carboxamidas em programas de manejo contribui para ampliar o espectro de controle e preservar a longevidade das tecnologias disponíveis.
“Em Minas Gerais, áreas tratadas com Onsuva® no manejo inicial do complexo de doenças registraram incremento de até 19 sacas por hectare em comparação às áreas sem proteção precoce. Ensaios também indicam que aplicações realizadas no estádio V4 foram eficientes na preservação do potencial produtivo, resultando em ganhos expressivos na produtividade de grãos”, destaca Fábio.
Fonte: Ascom FMC








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