Boi gordo ganha força no mercado e encurta distância de preços com o boi magro
Levantamento do Cepea aponta valorização mais intensa em outubro, enquanto frigoríficos enfrentam menor oferta de animais terminados.
Os preços do boi gordo avançam em ritmo mais forte que os do boi magro em outubro, movimento que vem reduzindo a diferença entre as cotações das duas categorias. A análise considera os valores registrados até o dia 20 deste mês e foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o Cepea, a aproximação entre os preços pode melhorar a atratividade econômica da terminação intensiva do gado. O resultado da atividade, no entanto, também depende de outros custos envolvidos no confinamento, como alimentação, aquisição dos animais e despesas operacionais.
O boi magro acumula valorização desde o início do ano. Pesquisadores atribuem esse movimento à menor disponibilidade de animais para reposição e à própria alta do boi gordo, que melhora a expectativa de remuneração dos pecuaristas e aumenta a procura por animais destinados à engorda.

No mercado do boi gordo, a sustentação das cotações está ligada principalmente à oferta mais limitada de animais prontos para o abate. As escalas mais curtas dos frigoríficos também contribuem para aumentar a disputa por lotes disponíveis.
Para os próximos meses, o comportamento dos preços deve continuar condicionado à oferta de bovinos terminados e ao ritmo de compra da indústria frigorífica.
A demanda por carne bovina também entra no radar do setor com a proximidade das festas de fim de ano, período que tradicionalmente pode favorecer o consumo. O Cepea pondera, porém, que o poder de compra das famílias e a concorrência com outras proteínas podem limitar novos repasses de preços ao consumidor.











