Bayer na era da “Agricultura de Decisão”, recordes no milho safrinha talhão a talhão
Houve um tempo em que o milho cultivado na segunda safra do Centro-Oeste brasileiro era visto apenas como uma cultura de cobertura, uma forma de proteger o solo após a colheita da soja.
Hoje, essa realidade foi completamente transformada. Impulsionado pela força da indústria e pela revolução tecnológica no campo, o milho safrinha assumiu um papel de protagonismo, exigindo do produtor rural um nível de precisão e estratégia que inaugura uma nova fase no agronegócio: a “Agricultura de decisão“.
Para entender essa virada de chave e o pacote tecnológico que está levando as lavouras a patamares históricos de produtividade, viajamos até Lucas do Rio Verde, onde conversamos com Henrique Santos, Gerente de Marketing para a Unidade de Negócios Cerrados Milho da Bayer. Henrique acompanha de perto a evolução das lavouras em Mato Grosso, especialmente no eixo da BR-163, uma região privilegiada que tem se consolidado como um verdadeiro laboratório a céu aberto para a inovação agrícola.
O novo ouro do Cerrado
A mudança de status do milho safrinha tem um motor claro: a ascensão das usinas de etanol de milho no estado. Henrique é categórico ao avaliar esse impacto econômico na vida do produtor: “Essa indústria mudou de fato a forma como o agricultor enxerga o milho, e como o milho rentabiliza a propriedade“. Com uma demanda constante e forte, a volatilidade dos preços diminuiu, trazendo a segurança que o agricultor precisava para investir pesado na cultura.

Henrique Santos – Gerente de Marketing para a Unidade de Negócios Cerrados Milho da Bayer
“Hoje, para você ter uma ideia… em boa parte das regiões do Mato Grosso, o milho já é a cultura mais rentável, olhando pra margem ali dentro da fazenda“, revela o especialista. Com o grão sendo negociado a preços atrativos e sustentáveis, o cultivo deixou de ser um risco para se tornar a grande aposta financeira do ano.
Protegendo a safra de forma antecipada
No entanto, para transformar essa expectativa em sacas no armazém, é preciso superar os desafios impostos pelo clima tropical. Em anos com o regime de chuvas estendido, como o observado recentemente, o potencial hídrico para a planta é excelente, mas traz como contraponto uma forte pressão de pragas e doenças. Henrique alerta que o manejo precisa começar cedo. Para as doenças do complexo de manchas foliares (bipolares), a Bayer tem liderado uma mudança cultural importante: a aplicação de fungicidas premium, como o Fox Xpro (à base de carboxamida), logo no início do desenvolvimento da planta, no estágio V4.

Além dos fungos, uma nova praga tem tirado o sono dos produtores de milho no Cerrado: o pulgão. “A gente notou uma pressão de pulgão bastante aguda… É um inseto sugador também, então o agricultor precisa estar no radar para iniciar o manejo no cedo a partir da quarta ou quinta folha“, adverte Henrique. Para combater esse inseto, que também é vetor de viroses, a Bayer está lançando o inseticida Valient, uma disrupção que traz alta sistemicidade e poder residual para proteger a lavoura.
Rompendo o teto produtivo
Quando a proteção é bem feita, o teto produtivo do milho se expande de forma impressionante. A média histórica de Mato Grosso gira em torno de 106 a 110 sacas por hectare, mas o uso de alta tecnologia já está reescrevendo esses números. Através do projeto “Acelera Mais“, a Bayer tem fomentado a adoção de boas práticas agronômicas, correção de solo e manejo nutricional integrado.
Os resultados são palpáveis. Henrique cita o exemplo de produtores na região da BR-163, como Cristian Dalben, que em áreas de 2 a 3 mil hectares já operam com médias impressionantes. “Ele já opera com essas médias aí acima dos 170 sacos, com talhão acima dos 200 sacos, inclusive“, comemora Henrique.
Agricultura de decisão e a plataforma Valora Milho
Como um produtor consegue atingir mais de 200 sacas de milho em um único hectare? A resposta não está apenas na genética ou nos defensivos, mas na inteligência dos dados. É aqui que entra o grande diferencial competitivo do pacote tecnológico da Bayer: o programa Bayer Valora Milho.
Henrique explica que a maximização da produtividade passa pelo plantio em taxa variável. “Muitas vezes não é nem aumentando a densidade média do hectare, mas sim redistribuindo melhor essas zonas de manejo… que o algoritmo, o software, a prescrição dentro daquele manejo… ele redistribui melhor essas sementes para que a gente tenha um melhor aproveitamento por zona do talhão“, detalha.

O programa Valora Milho analisa o potencial produtivo de cada ambiente dentro de um mesmo talhão e gera uma prescrição exata de sementes, integrando essas informações diretamente com as máquinas através da plataforma FieldView. Além da semente, o programa agora oferece a recomendação N-Smart para o manejo variável de nitrogênio. O nível de confiança da Bayer nessa tecnologia é tão alto que a empresa oferece o compartilhamento de risco: se a prescrição da empresa não gerar ganho produtivo em relação ao padrão da fazenda, o produtor recebe de volta o valor investido nas sementes adicionais.

O passo além da precisão
Para fechar o cerco sobre o impacto dessa revolução digital, Erick Parente, Gerente Regional de Field Marketing e líder em inovações de campo da Bayer, complementa a visão de Henrique, elevando o conceito de agricultura de precisão para um patamar superior.
Para Erick, a plataforma FieldView e programas como o Valora Milho representam a essência do que ele define como a Agricultura de Decisão. “O solo, o talhão, ele tem diferentes níveis de fertilidade e a gente através dos nossos algoritmos, a gente consegue identificar, por exemplo, aonde eu tenho que aumentar a minha taxa de sementes e aonde eu tenho que colocar menos sementes“, explica Erick.

Erick Parente – Gerente Regional de Field Marketing e líder em inovações de campo da Bayer
A agricultura tropical deixou de ser um jogo de adivinhação ou de médias engessadas. Nas palavras de Erick, o sucesso moderno baseia-se na personalização extrema: “A gente tá falando realmente de agricultura de decisão, ajudando o agricultor a tomar decisões assertivas e que tenham a ver com o ambiente produtivo dele. Aqui a gente não tá falando de um ambiente de uma região, mas a gente tá falando do ambiente do produtor“.
Com a genética de ponta, proteção química eficiente desde as primeiras folhas e o cérebro digital da plataforma Valora Milho ditando o ritmo talhão a talhão, o produtor de Mato Grosso deixa de ser um mero plantador para se tornar um verdadeiro gestor de ambientes. A Agricultura de Decisão não é mais uma promessa para o futuro; é a ferramenta que está garantindo, hoje, que o milho safrinha seja o grande motor de rentabilidade do Centro-Oeste brasileiro.
Agronews








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