Preço do algodão recua em setembro com pressão do mercado internacional

Queda das cotações externas e da paridade de exportação pressionou o mercado brasileiro, enquanto demanda interna permaneceu limitada

Preço do algodão recua em setembro com pressão do mercado internacional
ilustrativa

Os preços do algodão em pluma recuaram ao longo de setembro, influenciados principalmente pela queda das cotações internacionais e da paridade de exportação, com maior pressão registrada na segunda metade do mês.

Apesar da retração, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ atingiu, em termos reais, o maior patamar desde junho de 2025, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado, produtores e demais agentes concentraram as negociações no cumprimento de contratos a termo já firmados, tanto para atender compradores brasileiros quanto para exportação. Os embarques de algodão do Brasil seguiram em bom ritmo durante o período.

Demanda interna segue limitada

No mercado doméstico, a procura por novos lotes permaneceu restrita. Diante desse cenário, parte dos vendedores flexibilizou os preços pedidos para conseguir fechar negócios.

Do lado comprador, a movimentação ficou concentrada principalmente na aquisição de volumes necessários para atender demandas de curto prazo.

As indústrias, por sua vez, continuaram utilizando estoques próprios e matéria-prima adquirida anteriormente por meio de contratos, reduzindo a necessidade de novas compras no mercado spot, onde as negociações são realizadas para entrega imediata.

Esse comportamento ajudou a limitar a sustentação dos preços no mercado interno ao longo de setembro.