China suspende importações de carne bovina de frigorífico em Mato Grosso

Em nota, a Abiec afirmou que a suspensão da unidade frigorífica brasileira pelas autoridades sanitárias da China tem caráter “temporário e preventivo”

China suspende importações de carne bovina de frigorífico em Mato Grosso
Ilustrativa

A China suspendeu as importações de carne bovina e derivados do frigorífico Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda. (SIF 1206), pertencente ao grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT). A unidade foi desabilitada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC).

A informação foi revelada pela Globo Rural e confirmada pelo Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no sistema de registro de empresas importadoras de alimentos da China (Ciferquery SingleWindow), gerido pela GACC.

Segundo a publicação chinesa, a suspensão está vigente desde a última segunda-feira, 13, e também consta no Sistema de Informações Gerenciais do SIF (SIGSIF), do Ministério da Agricultura, com atualização registrada na terça-feira, 14.

A medida foi comunicada ao governo brasileiro pela adidância agrícola em Pequim, em ofício enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa). De acordo com o comunicado, o motivo da suspensão foi a detecção de uma substância proibida na China, o acetato de medroxiprogesterona, em um lote de carne bovina congelada desossada exportado pela unidade. O composto é utilizado como medicamento veterinário.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que a suspensão de uma unidade frigorífica brasileira pelas autoridades sanitárias da China tem caráter “temporário e preventivo” e ocorre para viabilizar a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção de medidas corretivas.

A entidade disse, em nota, que acompanha o caso “em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, após a “detecção de uma substância utilizada no manejo do rebanho”.

“A carga já foi devidamente descartada, a pedido das autoridades chinesas, conforme os protocolos sanitários”, disse a Abiec na nota, acrescentando que o tema continua em discussão “no âmbito técnico entre as autoridades brasileiras e chinesas, com vistas à rápida normalização da situação”.

A associação também ressaltou que “os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente”, garantindo a continuidade do fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês.

Procurados, a Frigosul e o Ministério da Agricultura e Pecuária não responderam até a publicação original do texto, na quarta-feira, 15, no Broadcast Agro.