Ferrovia promete ampliar eficiência no transporte de grãos
“Concluímos que a Ferrogrão não é apenas uma opção logística"
O avanço da infraestrutura logística é apontado como fator decisivo para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro e reduzir custos no transporte de grãos. Segundo análise do advogado Renato Ewerton de Melo, a Ferrogrão representa um projeto estratégico para melhorar o escoamento da produção e fortalecer a presença do país no mercado global.
Prevista para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA) em 933 quilômetros de trilhos, a ferrovia tem investimento estimado em R$ 25 bilhões e potencial de gerar benefício líquido superior a R$ 62 bilhões para a sociedade. A projeção indica redução de até 30% nos custos logísticos e capacidade de transporte acima de 40 milhões de toneladas até 2050.
A decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2026, que validou a constitucionalidade da Lei 13.452/2017 por 9 votos a 1, foi considerada uma etapa relevante para o avanço do projeto. Ainda assim, permanecem análises regulatórias, ambientais e do Tribunal de Contas da União.

Além dos ganhos econômicos, a substituição parcial do transporte rodoviário pelo ferroviário pode reduzir emissões e o fluxo de caminhões na BR-163. A avaliação destaca que a execução do projeto dependerá da capacidade do país de superar entraves institucionais e transformar planejamento em infraestrutura efetiva.
“Concluímos que a Ferrogrão não é apenas uma opção logística, mas um imperativo para a soberania econômica brasileira. A integração definitiva do Mato Grosso ao Arco Norte através dos trilhos é o passo essencial para que deixemos de ser apenas o celeiro do mundo e passemos a controlar nossos custos e eficiência na entrega. O setor produtivo aguarda não apenas por trilhos, mas por um sinal claro de que o país é capaz de planejar, licenciar e executar projetos que transformam sua geografia econômica. O tempo da hesitação termina aqui. Agora é tempo de execução”, conclui.













Comentários (0)
Comentários do Facebook