Milho fecha semana em alta em Chicago

Mercado do milho reage a estoques dos EUA

Milho fecha semana em alta em Chicago
ilustrativa

As cotações do milho na Bolsa de Chicago encerraram a semana em recuperação após a divulgação dos relatórios de plantio e estoques trimestrais dos Estados Unidos. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho e publicada nesta quinta-feira (2), o mercado voltou a ganhar força depois de atingir o menor patamar dos últimos meses.

Na segunda-feira (29), o contrato de primeira posição chegou a ser negociado a US$ 4,02 por bushel, refletindo a expectativa dos investidores em relação aos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Após a divulgação dos números, as cotações reagiram e fecharam a quinta-feira (2) em US$ 4,25 por bushel, acima dos US$ 4,14 registrados na semana anterior.

Apesar da recuperação, o balanço mensal permaneceu negativo. A média de junho ficou em US$ 4,17 por bushel, retração de 9,5% em relação à média de maio. No mesmo período de 2025, o valor médio havia sido de US$ 4,30 por bushel.

Os dados do USDA mostraram redução de 3% na área destinada ao milho nos Estados Unidos em comparação com a safra anterior. A estimativa ficou em 38,57 milhões de hectares, praticamente em linha com a projeção divulgada em março e ligeiramente acima da expectativa média do mercado, de 38,44 milhões de hectares. No ciclo anterior, a área cultivada havia alcançado 39,98 milhões de hectares.

O relatório também apontou estoques trimestrais de 134 milhões de toneladas em 1º de junho, volume inferior à expectativa dos analistas, que projetavam 137,37 milhões de toneladas. Em março, os estoques eram estimados em 229,22 milhões de toneladas, enquanto no mesmo período do ano passado somavam 117,94 milhões de toneladas.

Em relação ao desenvolvimento das lavouras, o USDA informou que 67% das áreas de milho estavam em condições boas ou excelentes até 28 de junho, uma redução de um ponto percentual em relação à semana anterior. Outros 8% dos cultivos foram classificados como ruins ou muito ruins.

A Ceema destaca que a cultura entra agora na fase de pendoamento, considerada decisiva para a definição do potencial produtivo e altamente dependente das condições climáticas. Até o fim de junho, 9% das lavouras norte-americanas já haviam atingido esse estágio, índice superior à média histórica de 6% para o período.