Bloco do boi gordo: “Abre alas que a arroba ainda deve aumentar”, apostam os analistas
Com a intensificação do movimento de alta, o “boi-China” bateu R$ 340/@ em SP, abrindo ágio de R$ 8/@ em relação ao bovino sem padrão-exportação, informa Scot
O movimento de alta nos preços do boi gordo, disparado no fim de janeiro, continuou ativo ao longo desta semana, encerrando a sexta-feira (6/2) com novas valorizações nas praças de São Paulo e em outras importantes regiões brasileiras.
Pelos dados da Scot Consultoria, o “boi-China” negociado no mercado paulista bateu os R$ 340/@ (no prazo) neste dia 6 de fevereiro, abrindo um bom ágio de R$ 8/@ sobre o animal sem padrão exportação, cotado em R$ 332/@.
O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, acredita que o mercadodeve seguir firme em fevereiro/26, com possibilidade de novos ajustes positivos no curto prazo.
“O clima está favorável para que a oferta de boiadas gordas continue cadenciada”, afirma Fabbri, referindo-se às boas condições das pastagens após períodos de chuvas generosas.
Além disso, continua ele, o preço da reposição, com destaque ao bezerro, tem estimulado menor abate de fêmeas neste começo de ano, o que contribui para um mercado mais enxuto, dificultando a vida dos frigoríficos que têm necessidade de preencher rapidamente as suas escalas de abate.
“O abate de bovinos no Sistema de Inspeção Federal (SIF) e a participação das fêmeas diminuíram em janeiro/26, o que ajudou a sustentar os preços”, ressalta Fabbri.
Segundo a Agrifatto, a oferta de animais terminados segue restrita, sobretudo no Centro-Norte do País, onde as chuvas mantêm o bom nível nutricional das pastagens e favorecem a retenção do gado no campo.
“Esse cenário tem forçado os frigoríficos a elevar os preços de balcão e a intensificar as negociações diretas, como forma de assegurar o abastecimento e manter as programações de abate com maior previsibilidade”, ressaltam os analistas da Agrifatto.

Segundo Fabbri, neste momento, há estímulo às compras de boiadas gordas, com a perspectiva de uma demanda mais aquecida no mercado doméstico na primeira quinzena deste mês (quando entra o dinheiro dos salários nas contas dos consumidores) e uma exportação que tende a seguir aquecida, repetindo o desempenho de janeiro/26.
“Os preços da carne bovina no mundo estão nas máximas e o Brasil tende a aparecer como um bom fornecedor, tanto em preço, quanto em volume”, destaca Fabbri.








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