Provas de desempenho proliferam entre raças e criadores
As provas de desempenho, mesmo com limitações, tais como falta de controle sobre a fase pré-prova, mostram-se eficientes
As provas de desempenho, mesmo com limitações, tais como falta de controle sobre a fase pré-prova, mostram-se eficientes ao identificar e valorizar bovinos com carreira nesse processo contínuo de evolução em produtividade e, principalmente, em rentabilidade.
“E o melhoramento animal do rebanho brasileiro ganha muito com as provas de desempenho”, diz Argeu Silveira, médico-veterinário, geneticista e consultor, salientando que elas “são uma evolução natural do processo, já que podem incorporar as mais modernas ferramentas de seleção, disponíveis”.

Argeu Silveira: “O melhoramento animal ganha muito com as provas de desempenho” (Foto: Arquivo pessoal)
As provas existem há décadas, em todo o Brasil, primeiro identificando ganhadores de peso; seja por iniciativa de entidades ou selecionadores, isoladamente.
Mas a ciência evoluiu e aplicou seus ferrolhos, proporcionando identificação dos melhores indivíduos, segundo demandas de mercado, do produtor e até consumidor.

Matheus Henrique Vargas de Oliveira, supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista (Foto: Arquivo pessoal)

Para Matheus Henrique Vargas de Oliveira, supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista, as provas de desempenho vão além, na medida que atendem não só produtores, como também consumidores, procurando oferecer respostas, por exemplo, quanto à sustentabilidade.
A demanda por provas, já que todos os selecionadores envolvidos obtêm avaliação por DEPs de seus plantéis, explica-se ainda pela construção de marcas e referências científicas sobre o trabalho realizado na fazenda em relação aos rebanhos concorrentes, mesmo que regionais.
É o que nos avança na discussão o zootecnista Gilberto Menezes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) e do programa Geneplus.

Gilberto Menezes: “Animais bem-posicionados nas provas de desempenho fortalecem o marketing de seus criatórios” (Foto: Arquivo pessoal)
Ele observa que animais bem-posicionados nas provas de desempenho fortalecem o marketing de seus criatórios, valorizam a pecuária seletiva e abrem portas em centrais de inseminação aos tourinhos melhor classificados na prova.
O próprio pesquisador da Embrapa destaca ainda que tanto selecionadores quanto pecuaristas comerciais precisam cada vez mais estar seguros de seus investimentos em genética, o que torna boas iniciativas indispensáveis para garantir o investimento em animais qualificados. “Nesse sentido, as provas zootécnicas são efetivas”, conclui.








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