Amsterdã proíbe publicidade de carne bovina; Brasil é um fornecedor de destaque ao mercado holandês

A União Europeia é, cada vez mais, dependente das importações da proteína e a Holanda têm registrado o declínio mais acentuado na produção nos últimos anos

Amsterdã proíbe publicidade de carne bovina; Brasil é um fornecedor de destaque ao mercado holandês
Ilustrativa

Amsterdã, a capital de um dos maiores países exportadores de carne bovina da Europa, votou pela proibição da publicidade de carne bovina, colocando a proteína no mesmo patamar da indústria de combustíveis fósseis em sua tentativa de combater as mudanças climáticas. A informação é do portal australiano beefcentral.com.

De acordo com várias organizações de notícias, o conselho municipal de Amsterdã votou recentemente para proibir a publicidade de carne, embora os comerciantes ainda estejam autorizados a anunciar esses produtos dentro de suas lojas.

Segundo a reportagem da Beef Central“enquanto Amsterdã proíbe a publicidade de carne, a Europa torna-se cada vez mais dependente de importações, à medida que a produção local diminui e os preços sobem nas prateleiras dos supermercados”

A Holanda é, tradicionalmente, um dos maiores exportadores de carne bovina da Europa (ao lado da Irlanda), mas têm registrado o declínio mais acentuado na produção nos últimos anos.

No acumulado de janeiro a setembro, as importações totais de carne bovina fresca/congelada da UE aumentaram 15% em relação ao ano anterior, alcançando 223.900 toneladas. O Reino Unido manteve-se como o maior fornecedor ao bloco, exportando 69.500 toneladas no período (queda de 1% em relação ao ano anterior).

A maior parte do crescimento das importações de carne bovina da UE neste ano veio da América do Sul. O Brasil, relata a Beef Central, aumentou os volumes em 26% (11.100 toneladas), enquanto Argentina e Uruguai registaram avanços de 21% (7.700 toneladas) e 32% (7.900 toneladas), respetivamente.