Mercado futuro do boi gordo opera em clima de otimismo e entrega ágio de quase R$ 10/@

Os contratos com vencimento em março/26 e abril/26 fecharam a sessão da B3 da última semana cotados em 327,75/@ e R$ 327,85/@, respectivamente

Mercado futuro do boi gordo opera em clima de otimismo e entrega ágio de quase R$ 10/@
Ilustrativa

A última semana – e nesta segunda-feira (26/1) – foi marcada por um ambiente de maior otimismo no mercado futuro do boi gordo, refletindo uma combinação de fatores, informa a Agrifatto.

Na sessão desta segunda-feira (26/1) da B3, os contratos do boi gordo fecharam com alta, repetindo o desempenho da semana anterior. O papel com vencimento em março/26, por exemplo, subiu  0,40% no comparativo diário, negociado a R$ 329,05/@.

Com os avanços recentes nos preços futuros, o ágio em relação ao mercado físico ganhou força. 

Segundo os dados analisados pela Agrifatto, na sexta-feira (23/1), o indicador Datagro apresentou movimentação moderada, encerrando a semana em alta de 0,55%, para R$ 319,05. 

Por sua vez, na mesma sexta-feira, os contratos de janeiro/26, fevereiro/26, março/26 e abril/26 encerram cotados em R$ 321,90/@, R$ 327,65/@, R$ 327,75/@ e R$ 327,85/@, respectivamente, com valorização semanal de 1,18%, 3,13%, 2,79% e 2,65%, reforçando a percepção de um mercado sustentado no curto e médio prazo.

Portanto, o ágio entre o mercado físico e futuro bateu quase R$ 9/@ para os contratos a partir de fevereiro/26.

Perspectivas favoráveis – Na avaliação da Agrifatto, três fatores principais são responsáveis pelo bom momento dos contratos do boi negociados na bolsa paulista.

Parte relevante desse movimento de alta, diz a consultoria, esteve associada a um pronunciamento da associação que representa a indústria exportadora, a Abiec, que projetou embarques entre 3,3 e 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2026, volume muito próximo às 3,5 milhões de toneladas registradas em 2025. 

“Essa sinalização reforça a percepção de continuidade da forte demanda externa pela carne brasileira, dando sustentação às expectativas positivas para os preços ao longo do próximo ano”, observa a Agrifatto. 

Na terceira semana de janeiro/26, as exportações brasileiras de carne bovina in natura ganharam ritmo, com avanço no volume embarcado, que somou 57,53 mil toneladas, superando o mesmo período do ano anterior em 88,09%.

Além disso, o mercado também reagiu à oferta limitada de boi gordo neste período do ano. 

“As escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem encurtadas, e a disponibilidade restrita de animais terminados tem reduzido a pressão vendedora, contribuindo para a manutenção dos preços futuros em níveis elevados”, afirma a consultoria.

Um outro fator que contribuiu para o viés altista na B3 foi a estabilidade observada no mercado atacadista. 

“Por mais uma semana consecutiva, os preços da carne no atacado permaneceram firmes, indicando equilíbrio entre oferta e demanda e reduzindo o risco de repasses negativos ao longo da cadeia”, relata a Agrifatto.

Na última semana, o volume total de contratos futuros do boi gordo em aberto na B3 avançou para 35.864 posições, o que representa um crescimento de 8,09% em relação à sexta-feira anterior. 

A exceção foi o contrato de janeiro, que apresentou movimento predominante de realização de lucros. 

“Nos demais vencimentos, o fluxo foi majoritariamente comprador, com entrada consistente de novas posições compradas e rompimento de níveis de resistência”, diz a consultoria.