Inmet prevê chuvas intensas em várias regiões do Brasil nesta semana
Novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul deve provocar temporais e acumulados elevados, com destaque para áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que a semana entre 19 e 26 de janeiro de 2026 será marcada por um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul, com chuvas persistentes e volumes elevados em áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.
O padrão atmosférico, impulsionado pela passagem de sistemas transientes e pela formação de um canal de umidade, deve favorecer a ocorrência de tempestades e acumulados que podem superar os 250 milímetros em sete dias em pontos estratégicos do território nacional.
De acordo com o instituto, esse cenário resulta do acoplamento entre sistemas atmosféricos que atuam próximos às regiões Sul e Sudeste e um corredor de umidade, o que intensifica a formação de nuvens carregadas e amplia a recorrência das chuvas.
Além dos altos volumes previstos, a semana também será marcada por variações importantes na umidade relativa do ar, com índices elevados nas áreas mais chuvosas e valores mais baixos em regiões onde o tempo tende a permanecer firme.
Região Sudeste
No Sudeste, o cenário será bastante chuvoso em Minas Gerais e no Espírito Santo, sob influência direta da Zona de Convergência do Atlântico Sul.
No início da semana, na segunda-feira, dia 19, as áreas de chuva mais intensa devem se estender do litoral de São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e alcançando a parte central e o noroeste de Minas Gerais.
A partir da terça-feira, dia 20, a chuva tende a se concentrar entre o norte e o nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo. No dia 23, o sistema deve voltar a influenciar áreas do Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais.
Diante desse padrão, a previsão indica tempo mais firme apenas em São Paulo, a partir da terça-feira, com redução nos índices de umidade relativa mínima do ar, que podem chegar a 45%.
Região Centro-Oeste
Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas volumosas principalmente no norte do Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal.
Nessas áreas, os acumulados podem superar os 200 milímetros em sete dias, especialmente entre Goiás e Mato Grosso, com volumes pontualmente elevados em algumas localidades do estado.
A maior parte do território da região, com exceção do Mato Grosso do Sul, deve registrar acumulados em torno de 100 milímetros no período. Já no Mato Grosso do Sul, a tendência é de tempo mais seco, com volumes abaixo de 20 milímetros ao longo da semana.
Em relação à umidade relativa do ar, os valores mínimos devem ficar entre 30% e 40% no Mato Grosso do Sul e no extremo sul do Mato Grosso, enquanto nas demais áreas da região os índices tendem a permanecer acima de 60%.
Região Sul
Para a Região Sul, a tendência é de uma semana com tempo mais seco e firme, devido à atuação de um anticiclone pós-frontal associado a uma massa de ar frio. Algumas chuvas fracas e isoladas podem atingir o litoral e o interior de Santa Catarina, sem volumes expressivos, principalmente a partir da quinta-feira, dia 22.

Os valores mínimos de umidade relativa do ar devem ficar abaixo de 35% em praticamente toda a região, com exceção das áreas litorâneas, onde os índices tendem a ser um pouco mais elevados.
Região Nordeste
No Nordeste, a previsão indica ausência de chuvas em praticamente todo o leste e o norte da região.
Em contrapartida, o sul do Maranhão, o oeste da Bahia e o oeste do Piauí devem registrar um cenário mais úmido, com maior favorecimento para chuvas, principalmente na primeira metade da semana, em parte pela influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul.
Nessas áreas, os acumulados devem variar entre 50 e 100 milímetros em sete dias, com destaque para o sudoeste da Bahia.
A umidade relativa do ar tende a permanecer elevada nas regiões chuvosas, enquanto no interior do Nordeste os índices devem ser mais baixos, entre 30% e 40%, principalmente no Sertão, podendo cair para 20% a 30% no fim da semana.
Na faixa litorânea, a umidade deve ficar em torno de 50% nos períodos do dia em que atinge seus valores mínimos.
Região Norte
Na Região Norte, as áreas com maior instabilidade devem se concentrar no sul do Amazonas, em Rondônia e no sul do Tocantins, em função da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul ao longo da semana. Nessas localidades, os volumes de chuva devem ser expressivos e recorrentes.
No Amapá, o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical explica a previsão de acumulados superiores a 100 milímetros em sete dias.
Outra área de destaque é o baixo Amazonas e o leste do Pará, próximo à divisa com Tocantins e Maranhão, onde a chuva deve ser frequente, com volumes em torno ou acima de 200 milímetros no período.
De modo geral, a umidade relativa mínima do ar seguirá elevada na maior parte da região, com índices iguais ou superiores a 70%. As exceções ficam por conta do norte de Roraima e do extremo sudoeste do Pará, onde os níveis podem cair para cerca de 50% ao longo da semana.








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