Milho fecha em leve alta com oferta confortável
Na B3, o vencimento julho/26 encerrou a R$ 67,07
O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com movimentos moderados, em um ambiente marcado por oferta confortável, compradores cautelosos e negociações pontuais nas principais praças. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros na B3 fecharam em leve alta nesta segunda-feira, sustentados pelo avanço em Chicago, mas limitados pela queda do dólar, abaixo de R$ 5,00.
A consultoria destaca que os armazéns cheios no campo e na indústria seguem influenciando a postura dos agentes. Dados do Cepea indicam que parte dos compradores, com estoques confortáveis para as próximas semanas, permanece retraída e aguarda recuos mais expressivos. As estimativas da Conab para 2025/26 apontam a primeira safra em 28,46 milhões de toneladas, 14% acima da temporada anterior e 2% acima do relatório de abril, reflexo de aumentos de área e produtividade.
Na B3, o vencimento julho/26 encerrou a R$ 67,07, com alta diária de R$ 0,27 e queda semanal de R$ 0,86. Setembro/26 fechou a R$ 69,86, avanço de R$ 0,23 no dia e recuo de R$ 0,30 na semana. Novembro/26 terminou a R$ 72,79, alta diária de R$ 0,12 e baixa semanal de R$ 0,03.

Nos estados do Sul, a liquidez permanece limitada. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 56,00 a R$ 65,00 por saca, com média de R$ 58,08, e a colheita alcança 96% da área. Em Santa Catarina, a colheita foi finalizada, mas a diferença entre pedidas de R$ 70,00 e demanda ao redor de R$ 65,00 reduz os negócios.
No Paraná, a expectativa de segunda safra robusta e os estoques elevados pressionam os preços, com atenção às geadas e chuvas nas regiões Sudoeste, Oeste e Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, em meio ao avanço da oferta, à demanda seletiva e ao papel da bioenergia como canal regional.








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