Oferta restrita de boiadas gordas garante sustentação nas cotações da arroba

A Scot Consultoria apurou valorização de R$ 2/@ no preço do “boi-China” negociado no interior de São Paulo, agora cotado a R$ 335/@, no prazo

Oferta restrita de boiadas gordas garante sustentação nas cotações da arroba
ilustrativa

Nesta sexta-feira (17/7), a Scot Consultoria apurou valorização de R$ 2/@ no preço do “boi-China” negociado no interior de São Paulo, agora cotado a R$ 335/@, no prazo.

Os preços do bovino abatido mais jovem (com até 30 meses de idade) também subiram em outras importantes praças, como em Mato do Grosso do Sul, nas regiões de Redenção e Marabá (PA), em Rondônia e Tocantins, de acordo com os dados da Scot.

Por sua vez, o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 332/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 310/@ e R$ 322/@ (todos os preços com prazo), respectivamente.

 

“A alta reflete uma oferta curta de bovinos, que permite sustentação na cotação, mesmo em um cenário de compradores pressionando para pagar menos pela arroba e de escoamento de carne bovina devagar no mercado interno”, relatam os analistas da Scot.

Segundo a consultoria, é importante notar que a fluidez do mercado está baixa e que os frigoríficos exportadores têm anunciado férias coletivas, devido ao quase esgotamento da cota de salvaguarda chinesa para 2026, de 1,1 milhão de toneladas.

Pelos dados levantados pela Agrifatto, as cotações dos animais terminados fecharam a semana com estabilidade, após o registro de altas na quinta-feira (16/7), quando  9 das 17 praças monitoradas diariamente pela consultoria sofreram reajustes positivos na arroba: SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO.

Escalas de abate sofrem recuo de um dia, na média nacional

Segundo levantamento da Agrifatto, a média nacional das programações de abate fechou a semana com recuo de 1 dia útil em relação ao quadro registrado na sexta-feira anterior (10/7), encerrando em 6 dias úteis.

Mato Grosso do Sul e Pará fecharam a semana com 5 e 4 dias de abates agendados, respectivamente, com variação negativa de 2 dias no PA e sem variação no MS, estando em patamar de programações curtas.

Por sua vez, as programações de abate em Tocantins e no Paraná finalizaram a semana confortáveis e sem alteração no comparativo semanal, encerrando em 6 dias úteis de abates agendados em ambas as praças.

Em Rondônia e São Paulo, de acordo com a Agrifatto, as programações finalizaram a semana encurtadas, sem alteração em SP e recuo de 1 dia em RO no comparativo semanal, encerrando em 6 dias úteis de abates agendados em ambas as praças.

Já Mato Grosso e Goiás fecharam a semana em 7 dias úteis, sem variação semanal, encerrando o período com patamar confortável em GO e longo no MT.

Por fim, em patamar de escalas confortáveis e sem variação semanal, Minas Gerais fechou a 29ª semana do ano com 8 dias úteis de escala.

Mercado futuro reforça viés de alta

No mercado futuro, o pregão de quinta-feira (16/7) foi marcado pela continuidade do movimento de valorização observado nos três pregões anteriores, reforçando o viés positivo das cotações, informa a Agrifatto, com base nos dados disponíveis pela B3.

O contrato com vencimento em julho/26 liderou os ganhos do dia, encerrando cotado a R$ 337,35/@, com alta de 0,36% em relação ao fechamento da sessão anterior.

“O desempenho no mercado futuro evidencia a manutenção do interesse comprador nos vencimentos mais longos e a expectativa de sustentação dos preços”, observa a Agrifatto.