Oferta curta sustenta alta no feijão

A proximidade do feriado contribuiu para restringir ainda mais o fluxo

Oferta curta sustenta alta no feijão
Ilustrativa

A comercialização de feijão registrou ritmo lento ao longo da semana, marcada por poucos negócios e forte influência da qualidade na formação dos preços. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, o período foi de leitura de posição, com compradores presentes, mas produtores menos pressionados a vender diante da redução gradual dos estoques.

A proximidade do feriado contribuiu para restringir ainda mais o fluxo. Ainda assim, o mercado indicou que o Feijão-carioca Nota 9 se tornou produto escasso. No Clube Premier foram relatados negócios ligeiramente acima das médias do Cepea. Em Minas Gerais, houve registro de até R$ 330 por saca para feijão de câmara fria, sinalizando prêmio pago por lotes superiores.

Dados do Cepea e da CNA, em 12 de fevereiro, mostraram no Noroeste de Minas preço de R$ 313,33 por saca para Nota 9 ou superior, com alta de 6,51% no dia, enquanto notas 8 e 8,5 ficaram em R$ 292,15, com recuo de 0,77%. No Paraná, em Curitiba, a Nota 9 ou superior foi negociada a R$ 313,04, avanço de 1,80%. Na Metade Sul, notas 8 e 8,5 alcançaram R$ 281,00, alta de 4,25%, e em Curitiba, R$ 290,47, elevação de 0,50%. O feijão-preto Tipo 1 recuou, com R$ 191,06 em Curitiba e R$ 183,98 na Metade Sul.

O cenário segue sustentado por oferta curta e postura firme dos produtores, enquanto a indústria compra com cautela e avalia a capacidade de repasse no atacado e varejo. O indicador CNA/Cepea no início de fevereiro apontou valorização apoiada na menor oferta e na retenção de vendas.

Fora do campo, reunião em 10 de fevereiro em São Paulo encaminhou a criação de um Comitê Permanente de Inteligência do Feijão, com plano de ação projetado para 2026 e foco em estímulo ao consumo. A iniciativa busca dar governança às estratégias e reforça a avaliação de que preço sem demanda consistente tem alcance limitado.