Soja fecha em baixa com pressão externa

A baixa foi influenciada pelo relatório fraco de vendas semanais dos Estados Unidos

Soja fecha em baixa com pressão externa
Ilustrativa

A soja encerrou o dia pressionada por fatores externos e internos, em um cenário de oferta ampla, custos logísticos elevados e cautela dos produtores nas principais regiões do país. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de maio na Bolsa de Chicago fechou em queda de 0,17%, a US$ 11,77 por bushel, enquanto julho recuou 0,21%, a US$ 11,9225 por bushel.

A baixa foi influenciada pelo relatório fraco de vendas semanais dos Estados Unidos, que somaram 141,9 mil toneladas, o menor volume do ano comercial e 45% abaixo da semana anterior. A queda de mais de US$ 19 por tonelada no óleo de soja também pesou sobre as cotações. Em sentido contrário, o Brasil reforçou sua presença no mercado internacional, com exportações recordes de 16,2 milhões de toneladas em abril, conforme dados da Anec, sendo 70% destinados à China.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 85% da área, mas o avanço ocorre em meio ao encarecimento do diesel, cotado a R$ 10 em algumas localidades, e ao risco de deterioração da produção ainda no campo. A Emater/RS também alertou para compactação severa dos solos na Fronteira Noroeste e Missões, fator que pode afetar safras futuras. No porto de Rio Grande, a saca ficou em R$ 128.

Em Santa Catarina, Rio do Sul caiu 2,54%, para R$ 115, enquanto o porto de São Francisco do Sul recuou para R$ 128. No Paraná, a colheita está praticamente finalizada, mas o frete segue como entrave, com a rota Cascavel-Paranaguá cotada a R$ 10,80 por saca.

No Mato Grosso do Sul, a colheita passa de 97%, com preços estáveis no balcão e preocupação com o déficit de armazenagem de 15,2 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, a safra está totalmente colhida, com produção recorde de 51,56 milhões de toneladas e forte pressão logística. A rota Sorriso-Santos chegou a R$ 501,43 por tonelada, enquanto Sorriso-Miritituba operou a R$ 306,67.