“Boi-China” abre a semana rompendo a barreira dos R$ 370/@ no mercado paulista, aponta a Scot
Preço do animal com padrão-exportação registrou aumento diário de R$ 2/@ em SP, chegando a R$ 372/@, no prazo, destaca a consultoria
Nesta segunda-feira (5/10), o preço do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” subiram R$ 5/@ e R$ 2/@ no mercado de São Paulo, para R$ 367/@ e R$ 372/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), segundo dados apurados pela Scot Consultoria.
O movimento de alta da arroba reflete sobretudo a escassez de animais terminados neste pico de entressafra de animais terminados a pasto, além do encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros.

Segundo levantamento semanal da Agrifatto, a média nacional das escalas de abate segue em 6 dias úteis, com programações pouco confortáveis na maioria das praças monitoradas.
Enquanto isso, observa a Agrifatto, os preços do arroba seguem variando conforme a região, a categoria, as condições de pagamento e o volume dos lotes, com entregas “pingadas” geralmente menos remuneradas.
“O cenário mantém espaço para novos reajustes, mas a continuidade das altas dependerá do ritmo das compras e do repasse do aumento da arroba aos preços da carne”, diz a consultoria.
Oferta de boiadas segue enxuta
Nas últimas semanas, continua a Agrifatto, o movimento de alta da arroba ganhou força diante da oferta enxuta de animais terminados, da necessidade de alongar as escalas de abate e da demanda consistente no início da primeira quinzena de outubro.
“Os compradores acabam aceitando os preços pedidos pelos pecuaristas para manter o ritmo das exportações e garantir estoques neste período de crescimento sazonal do consumo”, destaca a Agrifatto.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo seguem subindo.
Na sexta-feira (2/10), o papel com vencimento em setembro/26 registrou aumento semanal de 0,44%, encerrou o pregão da B3 a R$ 361,25/@, enquanto o contrato de novembro/26) subiu 0,61%, para R$ 387,40/@.
Destaque também para o contrato de dezembro/26, que teve alta semanal de 0,63%, fechando a sessão de sexta-feira cotado a R$ 388,35/@.
A única exceção na variação semanal foi o vencimento de outubro/26, que passou por um leve reajuste de -0,29%, mas ainda se manteve em patamares elevados, a R$ 378,30/@.















