Boi gordo segue estável em SP, mas consultorias detectam negócios abaixo da referência

Pelos dados da Scot Consultoria, o animal paulista segue cotado em R$ 318/@, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 322/@

Boi gordo segue estável em SP, mas consultorias detectam negócios abaixo da referência
Ilustrativa

Nesta quinta-feira (15/1), os preços do boi gordo continuaram andando de lado nas principais praças pecuárias do Brasil, apesar da pressão de baixa imposta pelos frigoríficos compradores.

“Se há alguns dias havia algumas compras acima das referências em São Paulo para o boi gordo – em torno de R$ 325/@ –, hoje há alguns lotes negociados por R$ 315/@”, informa a Scot Consultoria.

No entanto, acrescenta a Scot, a quantidade de negociações com preço abaixo da tabela vigente foi pequena, sem força o bastante para formar a referência.

Dessa forma, pela apuração da consultoria, o boi gordo de São Paulo segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China” está apregoado em R$ 322/@, a vaca em R$ 302/@ e a novilha em R$ 312/@ (valores brutos, no prazo).

De maneira geral, diz a Scot, as indústrias paulistas operam com escalas de abate curtas. “As ofertas diminuíram e há resistência da ponta vendedora para entrega das boiadas nesses preços”, observa.

Mercado interno perde força

O escoamento doméstico de carne bovina deve seguir mais lento nas próximas semanas de janeiro, refletindo o maior esgotamento dos salários recebidos no início do mês e também os gastos com pagamento de impostos e material escolar, além de compras demasiadas no cartão de crédito efetuadas nos períodos de comemoração/lazer em família (Natal, Ano-Novo e férias).

Embarques em ritmo acelerado

Por outro lado, as exportações seguem em bom ritmo. O Brasil exportou, nos primeiros seis dias úteis de janeiro, 89,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com um faturamento total de US$ 493,8 milhões de dólares, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No comparativo com janeiro/25, os embarques médios diários cresceram 99,7% e 81,6% para faturamento e volume, respectivamente.

Por sua vez,  o preço médio da tonelada embarcada ficou em US$ 5,5 mil, com avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.