Estimativas elevam cautela no mercado do feijão
O que determina o comportamento das cotações é a disponibilidade
A divulgação de estimativas sobre o tamanho da segunda safra tem gerado apreensão no mercado de feijão ao longo desta semana. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, Ibrafe, produtores demonstraram ansiedade diante das notícias que vêm sendo veiculadas, especialmente em relação aos números projetados pela Companhia Nacional de Abastecimento.
A entidade reforça que a Conab trabalha com estimativas e que, atualmente, não há um acompanhamento amplo e contínuo capaz de verificar de forma mais precisa a realidade do campo. Faltam dados consolidados que cruzem a área efetivamente plantada com a área colhida e, principalmente, com o volume que de fato chega ao mercado dentro do padrão exigido pelos compradores.

Em momentos de mercado firme, o uso dessas informações, conforme o Ibrafe, precisa ser feito com critério. Um número elevado no papel, por si só, não é suficiente para provocar queda nos preços. No caso do feijão, o que determina o comportamento das cotações é a disponibilidade imediata do produto, a qualidade dos lotes, o ritmo de empacotamento e a necessidade de cobertura por parte de quem está comprado curto.
O instituto informou ainda que encaminhará, na próxima segunda-feira, uma análise sobre o fluxo de colheita esperado para os próximos meses. A proposta é construir um mapa prático que indique em quais janelas pode haver aumento da oferta disponível e em que momento isso poderia começar a pressionar as cotações. Até lá, a avaliação é de que não há espaço para que expectativas de safra futura influenciem os preços atuais. Para o mercado reagir no presente, o fator determinante continua sendo produto disponível, entregue e dentro do padrão.








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