Milho trava no físico e oscila na bolsa

Na B3, os contratos refletiram esse cenário

Milho trava no físico e oscila na bolsa
Ilustrativa

O mercado de milho apresentou comportamento misto nos preços, refletindo um cenário de incerteza externa, avanço da colheita e negociações limitadas no mercado físico. Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos na B3 oscilaram entre quedas no curto prazo e leves altas nos vencimentos mais longos.

No ambiente doméstico, a comercialização seguiu travada ao longo da semana, com vendedores afastados diante da volatilidade do petróleo, do encarecimento do frete e das incertezas externas. Esse contexto limitou os negócios e manteve variações pequenas nos preços. Em Campinas, o indicador voltou a se sustentar após recuo anterior, enquanto no campo o clima favoreceu tanto a colheita da primeira safra quanto o plantio da segunda.

Na B3, os contratos refletiram esse cenário. O vencimento maio/26 fechou em queda, assim como julho/26, enquanto setembro/26 registrou leve alta, indicando expectativas distintas ao longo da curva futura.

No Sul do país, o ritmo de colheita segue avançando, mas o mercado permanece com baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com compradores priorizando estoques próprios. Em Santa Catarina, a colheita está próxima do fim, mas o descompasso entre pedidas e ofertas mantém os negócios limitados. No Paraná, a combinação de clima irregular e incertezas com a segunda safra sustenta os preços, sem destravar o mercado.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta avanço expressivo da colheita, com preços entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca. Apesar de alguma reação, o mercado segue com negociações pontuais, influenciado pela atuação seletiva da demanda e pela oferta ainda presente.

No cenário externo, a queda nas cotações esteve ligada a movimentos no mercado de petróleo, influenciados por especulações geopolíticas, o que acabou pressionando também os preços do milho.