Rebanho bovino da Argentina perde 3,3 milhões de cabeças em 3 anos
O plantel argentino diminuiu novamente em 2025: redução de 700.000 cabeças, perfazendo um total de 50.920.790 animais, aponta levantamento oficial
A redução contínua do rebanho bovino da Argentina é uma realidade que afeta o país há vários anos, com a perda de milhões de animais, e 2025 não foi exceção, informa reportagem publicada no site do jornal Clarín.
Segundo dados oficiais do governo argentino, o rebanho nacional encerrou o ano passado com um total de 50.920.790 cabeças, o que significa uma perda anual de 704.000 cabeças, equivalente a uma queda de 1,36% em relação ao plantel de 2024.
Pelos dados levantados pelo Clarín, de 2022 até 2025, a redução total nos estoques de animais foi de 3,28 milhões de unidades.
Segundo relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pescas, foi detectada uma queda de plantel em todas as categorias.
O estoque de bezerros apresentou uma redução de 198.000 cabeças (-1,4%) em comparação com o rebanho dano anterior, porque “esses animais provêm, em sua maioria, de nascimentos ocorridos durante o inverno de 2025, resultantes de serviços em vacas na primavera de 2024, período em que já havia sido verificada uma queda no estoque de fêmeas reprodutoras da mesma magnitude (-1,4%)”, indicou o estudo divulgado pelo Clarín.
Da mesma forma, ao analisar os resultados por categoria em relação ao último fechamento de estoque (31/12/2024), observa-se uma redução nas fêmeas reprodutoras (vacas e novilhas) de cerca de 516.000 cabeças (-1,8%), acrescenta a reportagem.
“Este comportamento é esperado, dado o nível de abate de fêmeas registrado em 2025. No entanto, a queda no rebanho reprodutor é menor do que a observada nos dois períodos anteriores, quando a diminuição média foi de 850.000 cabeças por ano”, salientaram os responsáveis do setor agrícola.
Em relação às categorias de machos, ocorreu o oposto, com um aumento de aproximadamente 1%, equivalente a cerca de 57.000 cabeças a mais em relação ao ano anterior, observa o texto do Clarín.

Segundo o Ministério da Agricultura, esse resultado se explica por uma diminuição de cerca de 120.000 novilhos (-5,4%), mais do que compensada por um aumento de 165.000 novilhos jovens (3,6%) e 11.600 touros jovens (3,4%).
Relação bezerro/vaca, um indicador positivo do rebanho
Apesar da queda no número de animais, o ministério nacional comemorou alguns indicadores positivos, como a relação entre bezerros e vacas, que ficou em 65,2%, o mesmo nível do ano passado, mas 3 pontos percentuais acima da média dos últimos 18 anos.
“É o segundo melhor resultado da série, depois do recorde histórico de número total de bezerros alcançado na pecuária argentina, que foi de 66,7% em 2022”, destacaram.
Em conclusão, embora o Ministério da Agricultura tenha reconhecido a queda no rebanho, enfatizou que “a tendência de melhoria na relação bezerro/vaca continua, o que significa maior eficiência reprodutiva”.








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