Mesmo pressionado, milho surpreende no Brasil
Na B3, os principais contratos futuros encerraram o dia com variações
O mercado de milho apresentou movimentos mistos nesta terça-feira no Brasil, refletindo fatores externos e ajustes nas negociações domésticas. De acordo com análise da TF Agroeconômica, as cotações na B3 foram pressionadas pela queda registrada em Chicago e pela desvalorização do dólar, cenário que levou investidores a realizar lucros, embora parte dos contratos tenha demonstrado resistência.
Mesmo com esse movimento, indicadores do mercado físico seguem apontando sustentação nos preços em algumas regiões. Levantamento do Cepea mostra que os valores do milho na região consumidora de Campinas, em São Paulo, continuam em alta, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pela demanda aquecida.
Na B3, os principais contratos futuros encerraram o dia com variações. O vencimento março de 2026 fechou a R$ 71,75 por saca, com queda diária de R$ 0,70 e recuo de R$ 0,75 na semana. O contrato maio de 2026 terminou cotado a R$ 75,24, com baixa de R$ 0,66 no dia, mas acumulando alta semanal de R$ 2,51. Já o contrato julho de 2026 encerrou a R$ 71,22, com leve queda de R$ 0,04 no dia e avanço de R$ 0,60 na semana.
No mercado regional, o Rio Grande do Sul registra liquidez limitada, com compradores priorizando estoques próprios e realizando aquisições pontuais. As referências variam entre R$ 54 e R$ 62 por saca, enquanto o preço médio estadual recuou para R$ 57,31, queda de 1,6% em relação à semana anterior. No estado, a colheita da primeira safra já alcança 79% da área e a estimativa de produção foi revisada pela Emater de 5,7 milhões para 5,9 milhões de toneladas.

Em Santa Catarina e no Paraná, o mercado segue travado devido ao distanciamento entre as pedidas dos produtores e as ofertas dos compradores, o que mantém as negociações restritas. No Paraná, a colheita da primeira safra alcança 69% da área, enquanto o plantio da segunda safra chega a 74%, com a maior parte das lavouras em boas condições.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações apresentam leve reação após quedas anteriores, variando entre R$ 54 e R$ 56,50 por saca. O setor de bioenergia continua atuando como importante canal de absorção da produção, enquanto o avanço do plantio da safrinha, que já atinge 54% da área, segue condicionado à disponibilidade de umidade no solo.








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