Preços do milho voltam a subir nas praças paulistas

No entanto, aponta o Cepea, as cotações seguem em queda na maior parte do País, sobretudo em regiões do Centro-Oeste

Preços do milho voltam a subir nas praças paulistas
Ilustrativa

Os preços do milho voltaram a subir ao longo desta semana em praças de São Paulo, diante da posição firme de vendedores, que estão atentos às condições climáticas e às valorizações internacionais.

Além disso, os valores também foram influenciados pelos estoques reduzidos e pela necessidade imediata de abastecimento.

Consumidores voltaram a negociar volumes para entrega no curto prazo e aceitam pagar preços mais elevados no spot, enquanto aguardam o avanço da colheita da segunda safra, o que deve aumentar a oferta.

* Nota: Reais por saca de 60 kg, à vista, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP.
IMPORTANTE: A tabela com os preços de “Milho – Média Campinas (SP)” deixou de ser divulgada no dia 2 de abril de 2020. Uma nova tabela com preços do milho calculados em NPR com base nas mesmas regiões do Indicador está disponível para consulta aqui

No entanto, as cotações seguem em queda na maior parte do País, sobretudo em regiões do Centro-Oeste, refletindo o avanço da colheita da segunda safra.

Ainda assim, compradores indicam que estão abastecidos e, com isso, limitam as aquisições no curto prazo, priorizando apenas necessidades imediatas e restringindo reações nos preços.

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Dólar aquece demanda por soja no Brasil

A demanda por soja no Brasil permaneceu aquecida ao longo de junho e vem ganhando ainda mais força neste início de julho.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve sobretudo à valorização do dólar frente ao Real – esse movimento aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, eleva os prêmios de exportação e estimula a comercialização antecipada.

Diante disso, os preços domésticos da soja em grão estão avançando, apesar das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.

O Cepea observa, inclusive, que o maior interesse dos importadores pela soja brasileira tem resultado em negócios para embarques do grão em novembro.

De acordo com o Centro de Pesquisas, na temporada passada, esses negócios começaram apenas em agosto e, ainda assim, já eram considerados antecipados pelo mercado. Em 2026, portanto, a comercialização avança em ritmo ainda mais acelerado.

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